Representantes das Entidades de Classe da Segurança Pública e do magistério se reuniram na Associação dos Oficiais da BM e do Corpo de Bombeiros Militar. Foto: Imprensa ASOFBM

Representantes das Entidades de Classe da Segurança Pública (Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Civil) e do magistério (CPERS – Sindicato) se reuniram nessa terça-feira, 29, na sede da Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, em Porto Alegre. As duas categorias se unem contra as mudanças no plano de carreira, apresentadas pelo Governo do Estado.

Após a rodada de conversações do Governo com os representantes do funcionalismo público e dos estudos das propostas, as categorias rejeitaram por unanimidade o plano de reforma estrutural do Governador Eduardo Leite. As alterações na contribuição previdenciária e o fim das gratificações acumuladas foram criticadas pelos servidores.

Para o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, Cel Marcos Paulo Beck, a proposta do governo é inconstitucional e retira todos os direitos dos policiais. “Não vamos oferecer nenhuma sugestão de emenda, conforme o pedido de alguns deputados”, disse. Os representantes de classe acreditam que o governo não deverá enviar para Assembleia Legislativa os projetos dos planos de carreiras dos servidores de uma só vez.

Diante de inúmeras contestações, as entidades resolveram, durante o encontro, planejar novas estratégias. A Presidente do CPERS falou da Frente dos Servidores, que reúne 20 entidades e disse que uma Assembleia-geral já está marcada para o dia 14 de novembro. Os representantes da BM e CBM, também confirmaram uma manifestação em Porto Alegre, no dia 26 do mesmo mês. “Vamos agilizar novas formas de mobilização conjunta. O governo tem uma base sólida na Assembleia”, disse o diretor da ASSTBM, Ricardo Agra.

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