Turma 51 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cinco de Maio foi a primeira a receber a soldado Daiana

LIÇÃO PARA A VIDA. Alunos aprendem a tomar decisões para evitar o caminho do erro

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) da Brigada Militar retoma suas atividades neste segundo semestre. Em Montenegro, o programa é realizado em cinco escolas escolas. O Proerd, mais do que trabalhar a prevenção e o combate ao uso de drogas licitas e ilícitas, visa orientar os pequenos para que, desde cedo, saibam tomar a decisão certa, em todos os aspectos. Ansiosos pelas lições, muitos alunos mostram que não querem para si um futuro parecido com o de vizinhos e familiares, que não souberam fazer a escolha correta, e hoje pagam caro por isso.

Na Escola Municipal Cinco de Maio, o Proerd teve início nessa quinta-feira, 19. Três turmas do 5º ano receberam a instrutora do programa Daiana Brandt, que explicou como irão transcorrer os encontros. Para participar do curso, os alunos devem ter a autorização dos pais. Ao todo serão 10 aulas, uma por semana, cada uma com duração de 50min. Ao término, os estudantes participam de uma cerimônia de formatura, na qual recebem certificado de participação e camiseta.

A primeira turma a receber a soldado Daiana foi a 51. De início, as crianças com idade entre 10 e 13 anos, ganharam a cartilha do Proerd. O primeiro passo foi se informar sobre as regras do Proerd, entre elas, ser gentil, educado, mostrar empatia, usar o diálogo, evitar qualquer tipo de violência e relatar situações sem expor o nome da pessoa a qual está se referindo.

A primeira atividade estimulou a garotada a refletir sobre suas decisões. Embora ainda jovens, meninos e meninas são orientados a saber que uma escolha, aparentemente inofensiva, pode ter conseqüências desagradáveis para si e para os outros. Para estimular o pensamento deles, um exemplo simples e tentador: “Ir à festa de aniversário de um amigo ou a um evento esportivo no qual você se comprometeu?”. Os prós e contras de ambas as alternativas foram colocadas no papel e discutidas pela turma.

No primeiro encontro, os alunos conheceram as regras da Cartilha do Proerd

“Não caiam na onda das amizades”
A soldado Daiana chamou a atenção dos estudantes para que não ajam de forma intempestiva e tampouco busquem nas drogas uma tentativa de resolver problemas. “Jamais aceitem drogas achando que vai solucionar um problema. Isso só vai piorar a situação”, disse. “Procurem alguém que vocês confiem e desabafem sobre suas dificuldades, mas nunca procurem as drogas”, reiterou.

Em um ambiente de risco, muitas crianças acabam por acreditar que o mundo dos entorpecentes é algo normal. Ao ver o envolvimento de membros da família e vizinhos com o ilícito, muitos também acabam se envolvendo por achar que não há outra opção. É preciso orientação para distinguir certo e errado, e saber dizer não. “Não caiam na onda da amizade. Amigo de verdade nunca vai oferecer coisas ruins para nós”, assegurou Daiana.

A estudante Lívia Brito, de 10 anos, aguardava ansiosa pelo início do Proerd em sua turma. “Vamos aprender várias coisas legais”, acredita a pequena. Lívia mostra que mesmo na primeira aula já captou o “espírito” do programa, e que se envolver com drogas não está em seus planos. “Nunca passou pela minha cabeça. Sei que é coisa errada e faz mal para o nosso corpo.”

O colega dela, Alessandro da Sila, 11, relata que, através dos ensinamentos do Proerd, pretende exercitar mais sua capacidade de agir diante de momentos tensos. “Às vezes eu vou no impulso, mas outras eu penso antes de agir”, conta o garoto.

Para a professora da turma, Sirloni Hillesheim, o Proerd desperta a consciência sobre os malefícios do uso de diversas substâncias. O fato de o tema ser tratado por um policial desperta ainda mais o interesse dos estudantes. “Eles conseguem trabalhar o conhecimento sobre o que as drogas causam nas pessoas. Na voz de alguém que tem experiência, acho que isso funciona de forma mais eficaz”, conta a educadora.

Na direção da escola desde 2018, a diretora Taciana de Azevedo, afirma que são visíveis as alterações no comportamento dos alunos que participam do Proerd. “A gente percebe mudanças como na questão do respeito”, conclui.

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