A Operação Irmandade foi desencadeada em seis estados brasileiros. Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou na manhã dessa terça-feira, 20, a Operação Irmandade no Rio Grande do Sul e em mais cinco Estados brasileiros, após quase dois anos de investigação. Montenegro faz parte do grupo composto por 11 cidades gaúchas abrangidas pela Operação.
A operação cumpriu três mandados de busca em galerias da Penitenciária Modulada Estadual Agente Jair Fiorin de Montenegro (PMM). Segundo o diretor da casa prisional, Edson Neves, foram localizados e apreendidos 14 telefones celulares e anotações, além de material não informado, para não atrapalhar a investigação.

Na Penitenciária Estadual de Montenegro foram cumpridos três mandados de busca

O diretor ressalta a presteza das polícias Civil e Militar em, junto com o setor de inteligência e repressão, atuar no combate a entrada de drogas na PMM. Mas salienta a dificuldade para impedir o total ingresso desses entorpecentes. “Realizamos um rígido controle e trabalho, voltado a coibir a entrada e posse por homens em situação de prisão. Contudo, existem vários subterfúgios que não dependem única e exclusivamente deste trabalho, por exemplo, arremessos”, diz Edson.

Além de Montenegro, foram cumpridos mandados em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Guaíba, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Encruzilhada do Sul, Charqueadas e Quaraí. Em Santa Catarina a Operação ocorre na capital do Estado Florianópolis; no Paraná em Foz do Iguaçu, Londrina e Colombo; em Mato Grosso do Sul em Ponta Porã e Campo Grande; Porto Seguro na Bahia; Belém no Pará; e São Paulo.

A operação contou com cerca de 330 agentes de segurança pública nos 6 Estados, cumprindo 72 mandados de busca e apreensão, 5 de prisão preventiva, além de bloqueio/indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e imóveis.

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