O atropelamento que vitimou Aline Fabiana da Rosa Silva de Sá ocorreu em frente ao Residencial Érico Veríssimo

O caso do atropelamento que levou à morte Aline Fabiana da Rosa Silva de Sá, de 39 anos, no sábado, 4, está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Montenegro. O setor de Investigação da 1ª DP informa que procura imagens que possam apontar se ocorreu disputa de velocidade entre os dois veículos. Conforme a PC, se isso se confirmar, a ocorrência pode ser enquadrada como dolo eventual e os envolvidos poderão ser indiciados por homicídio doloso. Inicialmente, para a Brigada Militar, o condutor do Prisma, identificado pelas iniciais R.R.T., disse que se tratava de um “racha” envolvendo um VW. Golf, conduzido por R.G.A. Posteriormente, o indivíduo mudou sua versão e relatou ao policial que perseguia o veículo, pois possuí uma rixa com o motorista.

A reportagem do Jornal Ibiá retornou ao local do acidente nessa segunda-feira, na rua Campos Neto, bairro Senai. Alguns estabelecimentos comerciais da rua têm câmeras, mas nenhuma registrou a passagem dos automóveis. Em um restaurante visitado pela reportagem, conforme o proprietário, a imagem gravada pelo equipamento não apresenta nitidez. Já em um minimercado, em frente ao ponto do atropelamento, há duas câmeras, mas ambas estão posicionadas no sentido contrário.

O empresário do setor alimentício, que preferiu não se identificar, conta que estava na frente de seu comércio quando ouviu o barulho. “Ouvi a frenagem e vi a mulher voando. Acredito que só um carro estava em alta velocidade”, conta o comerciante. “Foi feio. Ele veio de longe arrastando o carro. O motorista do Golf ia entrar no Residencial Érico Veríssimo, não tinha por que fazer racha conclui.

Marcos Hack relata que a esposa, Vera Hack, estava no segundo andar de sua residência quando ouviu o barulho do veículo se aproximando em alta velocidade. “Vinham outros carros atrás, mas todos em velocidade normal. Dizem que teve ‘racha’, mas só tem marca da freada de um carro. Não entendo por que o motorista do Prisma disse que estava fazendo racha”. A interrogação do empresário só será respondida através da investigação.
Ambos os motoristas citados na reportagem foram procurados pelo Jornal Ibiá e não retornaram as ligações.

Entenda o caso
Aline Fabiana da Rosa Silva de Sá, de 39 anos, morreu após ser vítima de atropelamento. Com ela estava a filha, E.S., de 16 anos, hospitalizada. Elas foram atingidas por volta das 17h45min; quando um veículo GM Prisma em alta velocidade atingiu ambas sobre a calçada.

Aline foi levada para o HM inconsciente, mas não resistiu aos ferimentos. Já a menor, conforme a BM, teve luxações.

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