Os donos do estabelecimento não foram localizados e o local foi arrombado para fazer cumprir o mandado de busca e apreensão

Nessa quinta-feira, 28, o caso envolvendo a Escola Infantil Jeito de Mãe teve mais um desdobramento. As promotoras Daniela Tavares da Silva Tobaldini, da Justiça Especializada, e Rafaela Hias Moreira Huergo, da Promotoria Criminal, estiveram na na creche cumprindo mandado judicial de busca e apreensão. A ação visa recolher materiais que serão utilizados nas investigações instauradas contra o local. A Brigada Militar acompanhou o trabalho.

A creche precisou ser arrombada, pois os proprietários não foram localizados para receber a notificação do mandado. “Se tentou entrar em contato, os telefones já não funcionam mais. Aparentemente, o local foi deixado às pressas, e a gente não tem notícias de onde eles estão”, comenta a promotora Daniela.

Pendrives e CDs estão entre os itens recolhidos na ação. “Viemos aqui coletar dados que possam servir de subsídio durante a investigação. Agora, isso tudo vai ter de ser analisado”, explica a promotora Rafaela, sem dar previsão quanto ao término das investigações.

O MP cogita ainda a possibilidade de realizar oitivas para obter outras informações sobre o caso. “A nossa preocupação inicial foi garantir que as crianças que estavam aqui fossem encaminhadas à outras instituições de ensino”, acrescenta Rafaela. A Polícia Civil, através da DEAM, também está investigando o caso.

Se comprovadas as denúncias, os proprietários ficam impossibilitados de reabrirem o espaço e também de obter licença para outras unidades. Além disso, poderão responder pelo crime de maus-tratos.
Acesse o Facebook do Ibiá e confira a entrevista com as promotoras.

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