Via II chegou a ser fechada em operação contra o tráfico de drogas, em novembro foto: Arquivo Ibiá

Estatísticas. Delegado da 1ª DP faz balanço positivo do combate à criminalidade
Em tempos de criminalidade em alta em todo o Estado, o Vale do Caí, ou melhor, Montenegro pode-se dizer que está inserida em algo como um oásis de segurança em meio ao caos e o medo que predominam em muitas regiões do Estado. Ontem à tarde, o titular da 1ª DP, delegado Eduardo Azeredo, concedeu entrevista ao Ibiá para avaliar os números da criminalidade, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.
As estatísticas, de forma resumida, indicam uma redução de indicadores importantes, como é o caso de homicídios (-45,55%), latrocínios (-50%), furto de veículos (-22,67%) e roubo de veículos (-20%), bem como furtos em geral (-27,55%). Por outro lado, delitos como tráfico de drogas (+85,71%) e o abigeato (+81,40%), considerada uma praga no Vale do Caí, se mantêm em alta em 2016 quando comparados com o ano anterior. Portanto, sete dos principais delitos tiveram alta, enquanto apenas três registraram acréscimo.
Para o delegado Eduardo Azeredo, da 1ª DP, o balanço dos números estatísticos é excelente por mostrar uma redução da criminalidade na cidade, especialmente nos crimes contra a vida. Para ele, o resultado é possível graças ao comprometimento e dedicação dos servidores da delegacia distrital, mesmo em um momento em que o efetivo está desfalcado.
No momento, o quadro de funcionários é de apenas seis, enquanto que em 2015 eram sete. Para ele, se ganhasse mais seis agentes ficaria satisfeito e teria condições de resolver praticamente todos os crimes. A esperança está na formação de novas turmas de agentes para a Polícia Civil, como ocorreu na sexta-feira, quando 219 escrivães e inspetores se formaram em Porto Alegre.
Azeredo está gestionando com o delegado Marcelo Pereira Farias, da Delegacia Regional, para que Montenegro possa ser contemplada. O delegado Azeredo elogia também a parceria com a Brigada Militar, através de seu comandante, o tenente-coronel Marcus Vinicius Sousa Dutra, por dezenas de prisões em flagrante, assim como o poder judiciário local e o Ministério Público, fundamentais ao alcance destes resultados.
Sobre o tráfico de drogas, o delegado lembrou que os números em alta podem ser resultado das investigações feitas pela Polícia Civil, como a Operação Fênix, desencadeada em novembro, a partir de Montenegro, sendo uma das maiores ações do Estado no ano passado, bem como a ação repressiva da BM.
Já o abigeato, o policial admite que o crime não está controlado porque os casos seguem ocorrendo, mas vê uma curva de queda, já que o primeiro semestre de 2016 comparado com os primeiros seis meses de 2015 havia mostrado aumento superior a 200%. “Os furtos cometidos em propriedades a partir do rio Caí conseguimos zerar a partir da prisão da quadrilha de Canoas. Por terra, todas as quadrilhas estão em investigação”, esclarece o titular da 1ª DP.

Balanço da criminalidade

Em queda
Homicídios – 6 em 2016 – 11 em 2015
Latrocínios – 1 em 2016 – 2 em 2015
Furto de veículo – 58 em 2016 – 75 em 2015
Roubo de veículo – 20 em 2016 – 25 em 2015
Furto em residência – 212 em 2016 – 251 em 2015
Roubo à residência – 14 em 2016 – 14 em 2015
Furtos em geral – 589 em 2016 – 813 em 2015

31
Tráfico de entorpecentes – 104 em 2016 – 56 em 2015
Abigeato – 78 em 2016 – 43 em 2015
Roubos em geral – 174 em 2016 – 157 em 2015

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