Em Montenegro, a homenagem foi prestada na Praça Rui Barbosa na manhã dessa quarta-feira, por policiais civis e da Brigada Militar

ATO mobilizou agentes em várias cidades do Estado, incluindo Montenegro, local onde tombou o escrivão

A quarta-feira, 17, foi marcada pelas últimas homenagens ao policial civil Edler Gomes dos Santos, de 54 anos, morto em confronto durante o “Dia D Contra o Abigeato”, ocorrido na terça-feira, 16. A morte de mais um policial causou grande comoção entre todas as forças de segurança do Estado.
Desde o assassinato do agente do Denarc, vários municípios gaúchos realizaram atos em solidariedade ao ocorrido. Edler foi sepultado ontem no Cemitério Parque Jardim da Paz, em Porto Alegre. Em Montenegro, local onde o agente faleceu, um encontro de policiais civis e militares chamou a atenção de quem passou pelo Centro da cidade. Notas e textos também foram escritos para lembrar o policial.

Alunos-soldados da EsFES participaram do ato em Montenegro. FotoS: 5ºBPM

Agentes da Polícia Civil, Brigada Militar e Susep, além de alunos-soldados, da Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES), se reuniram na Praça Rui Barbosa, na manhã de ontem. A morte de mais um policial, o quarto em menos de um mês, é motivo de grande tristeza entre todos os servidores da segurança pública.

A chefe de Polícia Nadine Anflor, que esteve em Montenegro na terça-feira, falou sobre a tristeza que se abate sobre o meio policial. “A gente quer se solidarizar à família do colega Edler, que morreu combatendo a criminalidade e representando toda a Polícia Civil. A sociedade como um todo chora, há muitos anos não víamos policiais tombando em cumprimento ao seu dever constitucional. Foram três policiais militares e agora um policial civil, num curto período. Isso realmente nos choca.”

O delegado Paulo Ricardo Costa, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Montenegro, que coordenou fez um desabafo através de uma rede social. “Experimentei o dia mais triste na minha carreira policial. Já havia prestado auxílio em outros casos de morte em confrontos, mas nunca havia ocorrido em uma operação cuja responsabilidade recaia sobre a minha pessoa”, disse o delegado, referindo-se ao dia da morte do colega. O duro é que não tem REW! Não dá para voltar naquela porteira, errar o caminho ou desistir do alvo, da representação pelo mandado. Não há como não se sentir um pouco culpado pelo fato. Não há como não imaginar o quão vitorioso foi o Edler ao ingressar na polícia com 45 anos de idade. Talvez tenha pensado que a vida estava segura! Não dá para não pensar no sofrimento da esposa e dos filhos”, reflete o delegado.

O Poder Judiciário de Montenegro emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do policial civil. O ofício apresenta o seguinte texto: “É com profundo pesar que o Poder Judiciário de Montenegro recebe a notícia da morte prematura do Policial Civil Edgler Gomes dos Santos, com 54 anos, ocorrida na manhã deste dia 16 de julho, no exercício das funções, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma propriedade localizada na zona rural. Neste momento de dor, luto e sofrimento, transmito aos familiares, amigos e colegas, sinceras condolências pela inestimável perda.
Montenegro, 16 de julho de 2017. Priscila Gomes Palmeiro”.

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