Marcelino André da Silveira tinha 53 anos de idade. Foto: Arquivo pessoal da família

FAMÍLIA pede justiça por assassinato do taxista Marcelino da Silveira

O latrocínio que vitimou o taxista Marcelino Andre da Silveira, de 53 anos, teve desdobramentos nessa quarta-feira, dia 14, quando foi preso o suspeito pelo crime. O principal suspeito, de 27 anos, confessou a autoria e deu detalhes de como agiu. Com a prisão, Verônica Andrea da Silveira, de 24 anos, filha do motorista de táxi, pede justiça e agradece o apoio que a comunidade tem prestado a sua família.

Na carteira da vítima, encontrada pela polícia, estavam fotos dos familiares do taxista

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão e de prisão temporária, policiais encontraram roupas com suspeita de conter marcas de sangue. Além disso, os agentes da Polícia Civil comprovaram que o suspeito está envolvido na receptação de dois cavalos recuperados pela 1ª DP na terça-feira, dia 13.

Segundo o titular da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Montenegro, delegado André Roese, a residência do suspeito possui acesso próximo ao local onde foi abandonado o táxi de André. Além disso, o homem trabalha com corte de mato próximo de onde foi encontrado o corpo.

O acusado tem antecedente criminal por tentativa de latrocínio de um motorista de aplicativo ocorrida em maio de 2019. Após ser preso na manhã dessa quarta-feira, na delegacia, ele relatou ter planejado o assassinato para roubar Marcelino Andre. Como saldo do crime, ele ficou com R$ 200,00 e o revólver da vítima, que estava embaixo do banco do automóvel. A intenção de matar surgiu diante da possibilidade de reação, pois ele sabia que o taxista possuía arma de fogo – como ele sabia sobre a arma, não foi explicado pela polícia.

“Minha família agradece à Polícia Civil de Montenegro pelo trabalho eficaz. Acreditamos que se a justiça do homem falhar a divina jamais falhará”, diz a filha da vítima. “Agradecemos também, o carinho de todos. Meu pai era um homem muito querido e especial para cidade de Montenegro”.

Suspeito relatou detalhes do crime bárbaro
Para a polícia, o sujeito contou que embarcou no táxi no ponto, em frente à Rodoviária de Montenegro, e foi levado até o local onde o corpo foi encontrado, em Alfama. Ele mostrou aos policiais onde teria arremessado a faca utilizada para matar Marcelino, permitindo a sua localização.

O primeiro golpe de faca atingiu o pescoço da vítima, depois outras facadas foram dadas nas costas. Marcelino teria conseguido sair do carro com a sua arma, mas acabou falecendo antes de efetuar disparos.

Na sequência, o assassino se desfez do objeto usado para matar e do celular do taxista. O homem contou ainda que deixou o local do crime para ir ao Centro, mas retornou, pois pensou que o taxista poderia ter mais dinheiro escondido consigo. Contudo, ao revistar o corpo, nada foi encontrado.

Depois de vasculhar os bolsos do cadáver, ele dirigiu até a EMEI Santo Antônio, onde abandonou o táxi na calçada, e foi para casa. O suspeito ainda levou a equipe policial ao local onde escondeu as roupas usadas no crime e a pochete com documentos da vítima, que foram apreendidas como prova. O celular do taxista ainda não foi encontrado.

A Polícia Civil não informou se há outros suspeitos de envolvimento no crime. A investigação ainda está em andamento.

A Polícia Civil encontrou a roupa
usada pelo suspeito no dia do crime

Homem é preso por receptação de arma
Após a confissão do suspeito, policiais da 1ª Delegacia de Polícia e Delegacia Regional de Montenegro realizaram novas diligências, ainda na manhã dessa quarta-feira. Um homem de 40 anos foi preso por receptação e porte da arma que pertencia ao taxista Marcelino Andre da Silveira. Não foi estipulada fiança, sob o argumento da necessidade de se manter a ordem pública.

Segundo a polícia, a arma foi vendida por R$1.500,00, valor que o suspeito pela morte do taxista usou para comprar dois cavalos em situação de furto – os quais foram encontrados no bairro Santo Antônio.

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