Um dos fogões foi recuperado pela Brigada Militar, mas toda a fiação elétrica foi furtada. Foto: Divulgação/Cufa

Prejuízo. Ação causa o adiamento do início de projetos no local

Em um período de 20 dias, o espaço Isokan, nova sede da Central Única das Favelas (Cufa) Montenegro foi furtado duas vezes. A última ocorrência foi registrada na noite da última sexta-feira, 20, em que foi levado fogão à lenha, chapa de fogão, materiais de construção, fogão de seis bocas e fios. Devido a situação, vários projetos que estavam próximos de iniciar estão adiados temporariamente.

Um dos fogões furtados na última ação foi recuperado pela Brigada Militar, mas o que mais está causando transtornos é o furto de toda a fiação elétrica do local, ocorrido no dia 30 de abril. “O maior prejuízo foi o (furto) anterior, que foi em torno de R$ 6 mil. A gente sempre teve uma preocupação mais social, os projetos eram para iniciar em junho e com isso a gente tem que mudar de tática, pensar, repensar, refazer o planejamento”, declara o diretor executivo da Cufa Montenegro, Rogério Santos.

O Espaço Isokan fica localizado em uma área rural de três hectares no Passo da Serra. O projeto da sede inclui a reforma de duas edificações que serão destinadas a projetos de contraturno escolar, atividades artísticas com crianças – incluindo uma orquestra jovem – e programas de capacitação e geração de renda para mulheres. O último projeto é um dos que já iria iniciar, mas teve de ser adiado. “É uma pena, porque quem perde é toda a comunidade, principalmente o núcleo de mulheres que ia iniciar um projeto bem bacana”, diz.

Rogério ressalta que uma rifa para a recuperação da fiação da energia elétrica foi feita, mas que esse novo furto prejudicou o planejamento. “Não adianta fazer essa nova parte elétrica se a gente não tiver o mínimo de segurança, que é a instalação de câmara, reforçar a entrada. Temos que melhorar a segurança, então estamos procurando parceiros e ver se dessa vez a comunidade nos olha um pouquinho com outro olhar pra gente tentar recomeçar”, completa.

Com a falta de segurança, o coordenador executivo da Cufa explica que fica inviável levar alguns equipamentos para o espaço, o que adia também os projetos. “O medo é que vire rotina isso, é uma preocupação. É importante salientar e agradecer o grande apoio que a gente teve tanto da Brigada Militar como da Polícia Civil, que estão sendo muito fundamentais. Dizer que não vamos desistir, somos Cufa, somos potência”, concluí.

Deixe seu comentário