A corporação dos soldados Dotta e Paim da Mota vai receber novos materiais de salvamento ao final da Operação Verão, modelo antigo ainda é usado

VAI PRA ÁGUA? Tenha atenção e evite que o momento de lazer vire uma tragédia

Os riscos estão por toda parte. Saber nadar não é sinônimo de segurança quando o assunto é afogamento. Por isso é preciso estar atento às dicas de quem entende bem do tema para evitar que a diversão termine em problemas. No mar, no rio ou na piscina, os cuidados devem ser ainda maiores quando se trata de crianças brincando na água.

Ana Paula Viegas, de 38 anos, é aquele tipo de mãe que está sempre atenta aos filhos. Henrique Giovelli, 8, e Miguel Drebes, 1 ano e 3 meses, estão sempre sob o seu olhar protetor. Ana sabe que dessa forma está prevenindo que algo de ruim aconteça com seus pequenos. Na hora da diversão na água, os cuidados são ainda maiores. “Ensinei o Henrique a nadar desde pequeno, mas nunca deixando de respeitar a água, principalmente a do mar. Explico que tem que ficar na beira por causa dos buracos e repuxo. Na praia, ele fica só na beira e agente fica sempre próximo pra ficar de olho nele”, conta Ana. Além de não deixar as crianças entrarem sozinhas na água, a mãezona toma outros cuidados. “Sempre temos boias ou coletes para eles, mas, como brincam na beirinha às vezes não é necessário”, acrescenta. Todo esse cuidado está correto. É o que dizem os soldados do Corpo de Bombeiros de Montenegro.

Miguel Drebes está sempre sob os olhares dos pais. Foto: arquivo pessoal da família

Soldado Eglon Paim da Mota, 39, conta com a experiência de quem já está na sua 5ª Operação Verão e, juntamente com a colega de corporação, Francine Dotta, 28 anos, dá dicas para aquelas famílias que estão pensando em aproveitar o calorão para se refrescar nas águas. A primeira orientação da dupla vale para crianças e adultos. Dê preferência para alimentos mais leves e só entre na água duas horas após as refeições. A segunda dica é para aqueles que não dispensam uma caipirinha ou cervejinha gelada: cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas. “O álcool encoraja a pessoa a achar que pode ir mais longe, mas pode ficar tonto dentro d’ água e submergir”, explica o soldado Paim.

Nas praias e em balneários onde há guarda-vidas, ficar próximo a eles facilita a atuação em casos de afogamento. A soldado Dotta lembra que os riscos não se apresentam apenas no mar. Nos balneários, as pedras são grande vilãs. “Não se deve saltar nesse tipo de lugar. Já na praia se deve ter atenção, pois quando se acha que está o raso a onda vem e puxa para o fundo”, acrescenta Dotta.

Na praia é importante estar atento às cores das bandeiras. Além disso, as crianças devem usar pulseiras de identificação, para que em caso de perda a procura pelos pais seja facilitada. “Os pais devem estar a um braço de distância dos filhos, para conseguir alcançar eles, caso sejam puxados pela água”, explica Paim.

Dicas para evitar afogamentos
–  Obedeça a sinalização dos locais perigosos;
– Pergunte sempre ao guarda-vidas sobre os locais apropriados para banho;
– Entre no mar com cuidado e não vá para locais de maior profundidade e perigo;
– Mantenha crianças sempre sob sua vista;
– Caso encontre alguma criança perdida, leve-a ao posto de guarda-vidas mais próximo;
– Permaneça longe de encostas e pedras;
– Se perceber alguém com dificuldades na água, mantenha a calma e chame imediatamente um guarda-vidas ou bombeiros;
–Não entre na água com o estômago cheio;
– Não siga os que se dizem grandes nadadores, a água já levou a vida de muitos deles;
– Se houver necessidade de socorrer alguém, procure um material flutuante para jogar próximo a pessoa, pedindo por ajuda em seguida;
– Se perceber que irá se afogar, ou se não estiver se sentindo bem na água, não se intimide e grite por socorro;
– Quando estiver nadando, não lute contra a correnteza. Nade no sentido diagonal. Evite permanecer na praia quando houver trovoadas.

Balanço da Operação Verão 2020
A avaliação do Comando dos Bombeiros Militares do RS é positiva, considerando que os dados demonstram um aumento do número de ações preventivas chegando a cerca de 50 mil e resultando numa diminuição dos salvamentos, que reduziram de 161 para 147, se comparado com a operação passada no mesmo período. Os resultados positivos são atribuídos às ações de prevenção, implementação de delimitações de área de banho e também a um processo educativo dos banhistas que tem recepcionado as orientações dos guarda-vidas.

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