Houveram ações nos municípios de Montenegro, Triunfo, São Sebastião do Caí, Bom Princípio e Alto Feliz. Fotos: Polícia Civil

Flores de Aço. Operação da Polícia Civil foi deflagrada em 25 municípios do Estado.

A Polícia Civil deflagrou, na sexta-feira, 29, a operação Flores de Aço, com o objetivo de cumprir 121 ordens judiciais relacionadas a diversos crimes de violência doméstica, como feminicídio, cárcere privado e descumprimento de medidas protetivas. A ofensiva foi desenvolvida em 25 municípios gaúchos. Na região, foram verificadas 11 denúncias recebidas pelo Disque 180 em Montenegro, Triunfo, São Sebastião do Caí, Bom Princípio e Alto Feliz. Em Montenegro, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

O trabalho foi desenvolvido por 13 policiais em seis viaturas. No Estado, foram aproximadamente 200 agentes envolvidos. Em toda a operação, 16 pessoas foram presas e cinco armas de fogo apreendidas.

A delegada responsável pela Delegacia de Atendimento Especializado no Atendimento à Mulher (Deam) do Vale do Caí, Cleusa Spinato, salienta a importância das denúncias. O ato pode salvar vidas. Para isso, é fundamental repassar informações que facilitem a identificação do agressor, da vítima e do local. “Nesta operação, nós direcionamos, principalmente, para essas operações do disque denúncia, que a gente recebe muito. Nós traçamos este objetivo justamente para dar uma resposta e conseguir fazer uma atuação mais preventiva”, frisa, ressaltando o fato de a ação amenizar o risco de crimes mais graves, como feminicídio tentado ou consumado.

Foram apuradas, principalmente, denúncias pelo 180

A diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, Tatiana Barreira Bastos, destacou que as ações são fundamentais e servem para dar uma grande visibilidade a essa temática. “É uma violência extremamente perversa, que ocorre geralmente dentro de casa e na presença dos filhos, matando todos os dias cerca de 15 mulheres no Brasil. Cinco dos presos na operação de hoje são autores de feminicídio”, salientou a delegada. Segundo a Chefe de Polícia, Nadine Tagliari Farias Anflor, mais de 70% das mulheres que foram vítimas de feminicídio não registraram ocorrências anteriores ao fato. “Os primeiros sinais de violência devem ser denunciados. A mulher tem que denunciar a primeira violência para prevenir a ocorrência de crimes mais graves, como o feminicídio”, afirmou Nadine.

As atividades foram coordenadas pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), do Departamento Estadual de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV), e contou com a participação de 22 Deams.

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