“Não esperei ele me agredir para pedir Medida Protetiva”

A campanha Agosto Lilás tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a Lei Maria da Penha e as formas de combate à violência contra a mulher. Apesar de toda a discussão sobre o tema, muitas mulheres, por desinformação ou medo, acabam não denunciando a violência sofrida em seus lares. A ação visa orientar as vítimas sobre como proceder para sair dessa triste realidade.

O Brasil ocupa o 5° lugar entre os países mais violentos do mundo, em relação à violência contra mulher. Durante a pandemia do novo coronavírus a situação se agravou ainda mais, pois agressores e vítimas passaram a conviver por mais tempo embaixo do mesmo teto.

Maria, moradora do bairro Aeroclube, em Montenegro, conta sua história para incentivar outras mulheres a romperem com o ciclo de violência ao qual acabam se submetendo, seja por dependência financeira ou medo da reação de seus companheiros. A mulher de 27 anos, denunciou o ex-marido, antes que fosse tarde demais.

Separada há seis anos, quando completou dois do término do relacionamento, o ex-marido começou a importuná-la. Depois de assediar a mãe de sua filha, o sujeito, de 28 anos, passou a apresentar comportamento mais agressivo. “Na virada do ano de 2019, umas 7h, ele quebrou minha porta e invadiu a casa, disse que ia me matar. Meu pai estava junto comigo e colocou ele para correr”.

Na ocasião, Maria registrou um boletim de ocorrência e solicitou Medida Protetiva. “Eu não esperei ele me agredir para pedir Medida Protetiva. Teve uma audiência com a juíza onde ele foi informado que teria que respeitar, mas ele não respeitou”, acrescenta. O sujeito descumpriu oito vezes a medida de afastamento, mas, graças à Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, a perturbação acabou.“A patrulha está sempre passando por aqui. Eu me sinto segura agora. Ele parou de vir porque viu a patrulha aqui”, conclui Maria.

Em Montenegro, a Rede de Proteção à Mulher incentiva as denúncias e presta apoio às vítimas. “Precisamos ser respeitadas sempre. Em casos de violência, denuncie!”, orienta a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Carliane Pinheiro, a Kaká.

Onde buscar ajuda

Disque-denúncia: 180
Delegacia: (51) 3649-0000 ou plantão
(51) 98416-8115 (também WhatsApp)
Deam: (51) 98443-7970 (também WhatsApp)
Brigada Militar: 190
Escuta Lilás: 0800 541 0803
Comdim: (51) 99609-9049

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