Já está no Judiciário a denúncia contra a agente administrativa da Susepe acusada de crime dentro da Penitenciária de Pesqueiro. Ela foi presa em flagrante pela Polícia Civil (PC) durante a Operação Mascate, na segunda-feira (28). Mas, na tarde do dia seguinte, recebeu o benefício da liberdade provisória para responder o processo por corrupção passiva, peculato e organização criminosa.

O advogado Julio Cesar Licks Machado argumentou na petição que ela é ré primária. Além disso, observou que as filmagens realizadas pela investigação, com câmera especialmente instalada no almoxarifado, são inconclusivas quanto à participação de sua cliente no esquema criminoso.

“Ela não tem o poder de revistar os presos do serviço externo”, declarou. Também, afirma que um dos presos envolvidos teria assumido sozinho o esquema, mas não soube explicar como os itens chegavam da rua. O delegado da 1ª DP, Paulo Ricardo Costa, não rebateu o argumento da defesa, pelo fato de o inquérito já estar na Justiça.

Ela responderá também na Administrativa. Mas o advogado observa que o servidor não pode ser punido nesta esfera antes que tenha sido condenado definitivamente na criminal. Ela segue recebendo seu salário, mas está afastada da função e proibida de se aproximar de casa prisional.

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