Acidente, Brigada, Polícia, Centro, Ramiro Barcelos

O mundo de Eduardo Rogério Gomes da Silva, 22 anos, parece ter desabado sobre a sua cabeça em um intervalo de não mais de 12 horas. Na noite de terça-feira, enquanto caminhava na rua Capitão Porfírio, no Centro, para pegar um coletivo para o trabalho, nas proximidades de um posto de combustíveis foi surpreendido por um criminoso.

Sem qualquer possibilidade da reação por conta do bandido usar uma faca, teve seu celular Samsung J7 prata, levado em uma ação que talvez não tenha nem durado um minuto. Perdeu o dia de trabalho, passou a noite na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento Vale do Caí (DPPA) e no caminho para voltar para casa não encontrou sequer uma viatura da Brigada Militar para tentar prender o responsável e reaver o seu bem, comprado há três meses, que sequer havia sido pago.

Ontem, por volta do meio-dia, Eduardo, que tirou a CNH há apenas três meses, dirigia o seu Peugeot 207, com placas de Montenegro, comprado há poucos meses, na rua Olavo Bilac. Ao se aproximar da esquina Ramiro Barcelos, não acreditou no que via: o homem que havia lhe assaltado estava encostado em uma parede da Ramiro.

Só que, conforme ele mesmo admite, a surpresa fez com que não percebesse que deveria parar para respeitar os veículos na preferencial. A distração fez com que o seu automóvel abalroasse um Renalt Sandero, também de Montenegro, conduzido por uma mulher de 43 anos, que pediu para não ser identificada. Por sorte, ninguém se machucou.

Refeito do susto, não escondia a tristeza e a revolta em ver o criminoso andando tranquilamente pelo Centro. Agora, o jovem está sem telefone celular, com o carro, que não possuía seguro, batido e com a necessidade de assumir o prejuízo do outro carro envolvido no acidente de ontem.

Deixe seu comentário