Uma manifestação pediu esclarecimentos sobre a morte do jovem
Marcelo Júnior
dos Santos Teixeira. Foto: reprodução Facebook

INQUÉRITOS para apurar circunstâncias do assassinato ainda não foram concluídos

Nesta quara-feira, dia 10, completa um mês da morte do jovem Marcelo Júnior dos Santos Teixeira, de 18 anos. Ele faleceu ao ser atingido por um tiro efetuado por um policial militar durante perseguição a moto na qual estava na carona, durante a madrugada. Dois inquéritos foram abertos, um pela Brigada Militar e outro pela Polícia Civil de Montenegro, para apurar as circunstâncias dos fatos. Contudo, passados 30 dias as investigações ainda não foram concluídas.

Segundo o comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Vale do Caí (CRPO/VC), tenente-coronel Márcio Luz, os primeiros trâmites da investigação começaram ainda na madrugada da ocorrência, quando foram coletados depoimento dos policiais envolvidos. O subcomandante do 5º Batalhão da Brigada Militar (BPM), major Hélio Schauren, foi designado para proceder as investigações e diligências sobre o ocorrido. O prazo para conclusão da investigação dado pela BM é de 40 até 60 dias.

Conforme o comandante regional, o Inquérito Policial Militar (IPM) está em andamento, sem data exata para encerramento. “Estamos aguardando os laudos periciais”, afirma. A Polícia Civil, através do delegado titular da 1ª Delegacia de Policia de Montenegro, André Roese, informa que a investigação está em fase pericial.

“Parece que a gente não saiu daquele dia 10”
Rafaela da Silva, madrasta de Marcelinho, afirma que a cada dia a dor da perda só aumenta. “Parece que a gente não saiu daquele dia 10. Acho que só vamos ter um pouquinho de paz no dia em que a verdade sobre o que aconteceu ser contada. Pra nós, não interessa quem deu o tiro, a gente só quer que seja contada a verdade”, diz Rafaela ao garantir que o enteado era um garoto honesto e sem vícios.

A família também quer esclarecimentos sobre o deslocamento de Marcelo, já ferido, até o hospital. Isso porque, segundo o laudo da instituição, o jovem teria dado entrada no local quase uma hora depois de ter sido acertado pelo disparo. “No laudo consta a entrada dele no hospital a 1h18min, sendo que o fato ocorreu a 0h25. Eles demoraram quase uma hora para chegar com o Marcelinho no hospital. Era meu aniversário no dia 9, estávamos jantando na casa da minha mãe, que é aqui perto. Eu e meu marido chegamos em casa antes da 1h, a gente passou pelo local e não tinha nada. Onde levaram ele?”, questiona a madrasta.

Apoios prometidos
No dia 12 de janeiro, uma manifestação pediu esclarecimentos sobre a morte do jovem. No dia do assassinato, uma sacola com drogas teria sido encontrada pela BM e associada aos jovens. A família de Marcelinho nega que o garoto tivesse qualquer tipo de relação com entorpecentes. Além disso, os familiares não se conformam com a forma como o rapaz faleceu, com um tiro que lhe acertou as costas.

Mais de 100 pessoas participaram ato realizado na rua Ramiro Barcelos, no Centro. Já na quinta-feira, dia 14, familiares de Marcelinho estiveram na Câmara de Vereadores onde, novamente, pediram por justiça a morte do garoto. Na ocasião, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara, representada por sua presidente, a vereadora do partido Republicanos Camila Carolina de Oliveira, se comprometeu a acompanhar as investigações sobre o caso.

A reportagem perguntou à vereadora, nesta terça-feira, dia 9, se a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos chegou a participar de reunião, ou, se teve acesso a informações dos inquéritos policiais sobre a morte do rapaz. A resposta da vereadora foi que não está a par do fato.

Na véspera da sessão do dia 14, o vereador Paulo Azeredo (PDT), protocolou requerimento para tratar como prioridade a pauta sobre a morte de Marcelinho. O Vereador reivindica que a Comissão acompanhe detalhadamente as investigações até o esclarecimento de todos fatos. Questionado pela reportagem sobre o que foi feito desde então, o vereador não respondeu.

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