O jovem Abner, de dez anos, começou o novo ano de estudos no celular da mãe. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Até a segunda ordem, alunos seguem exclusivamente no ensino à distância

Passava das 13h dessa segunda-feira, 15, e a artesã Alexsandra Vasconcelos da Silva Costa corria, em casa, para organizar o que precisava e passar seu celular ao filho para o primeiro dia de aula de 2021. Aluno da escola municipal do bairro São Paulo, o jovem Abner, de dez anos, iniciou os estudos no quinto ano do Fundamental pelo celular da mãe, em encontro online com professora e demais colegas de turma através da plataforma Google Meet. E assim voltaram as aulas na rede municipal de Montenegro essa semana.

“É um momento de grande desafio para nós, educadores. Estamos empenhados em fazer o máximo para garantir a educação das crianças mesmo com estas restrições”, pontuou a secretária municipal de Educação e Cultura, Cíglia Luzia da Silveira. Originalmente, as atividades da rede voltariam de forma presencial semana passada, após um ano de “distância”, mas a alta de casos de Covid-19 e as restrições impostas pela bandeira preta frustraram os planos do governo. Até a segunda ordem, os alunos seguem em casa.

“Vai ser tudo ali (no Google Meet), de acordo com o que a professora já tem preparado, que vai estar passando nessa aula online”, conta Alexsandra, mãe do aluno do bairro São Paulo. Mas a plataforma não será ferramenta padrão para todos os alunos. Segundo a secretaria de Educação, escolas e professores têm autonomia para definir o formato de envio dos materiais de acordo com cada realidade. Alguns seguem, como foi padrão no ano passado, buscando atividades presencialmente nas escolas em horário previamente marcado com as direções para evitar aglomerações. Outros, ganham atividades através do WhatsApp e grupos do Facebook. Destaca a pasta que é obrigação legal que todas as crianças a partir dos quatro anos de idade participem das aulas e retornem as atividades propostas às escolas.

MERENDA
Sobre a merenda escolar, a Prefeitura esclareceu que cada instituição de ensino tem levantamento sobre os alunos com mais necessidade e que, a eles, disponibilizará kits com alimentos. Em caso de dúvida, as famílias são instruídas a contatar diretamente as instituições.

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