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A instituição alega que o campus de Montenegro, na Fundarte, é muito caro

Hoje à tarde, no gabinete do vice-prefeito de Montenegro, Carlos Eduardo Müller, ocorre nova reunião para discutir o futuro do campus da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) na cidade. Estarão presentes as professoras Sílvia da Silva Lopes e Fernanda Anders e os alunos Ezequiel Souza e Larissa Canelhas.

O custo para a permanência da Uergs em Montenegro, no prédio da Fundarte, é um dos mais altos entre todos os campus da instituição, produzindo um ônus muito pesado para a universidade. “Já conseguimos redução no valor do aluguel, mas isso diminuiu nosso espaço no prédio. Também perdemos funcionários: hoje só temos três para atender a cerca de 400 alunos”, conta Ezequiel Souza, aluno e ex-presidente do Diretório Acadêmico Regional.

Diante desta realidade, estão sendo estudadas possibilidades.

Entre as 24 unidades da Uergs espalhadas pelo Estado, a grande maioria fica dentro de escolas estaduais, dividindo o prédio. “Nosso diretor regional foi recentemente procurado por um diretor da Escola Neusa Mari Pacheco, de Canela, que tem interesse em acolher o campus. O diretor regional, sabendo que nossa unidade é a mais pesada, nos ofereceu o espaço, trouxe slides e mostrou aos professores”, explica Dulce Helena Dillenburg, chefe da unidade de Montenegro. Contudo, talvez não seja o espaço ideal para a unidade das Artes, uma vez que esta precisa de salas práticas e de uma estrutura diferenciada, que escolas não têm.

Contra a mudança para Canela, pesa o fato de que o prédio só estaria livre para a Uergs a partir das 17h, sendo que muitos dos estudantes têm aulas a partir das 15h. João Pedro Corrêa Alves, membro do Conselho Consultivo e aluno da Uergs de Montenegro, aponta outras dificuldades: “Os preços de aluguel em Canela são muito mais altos, o custo de vida é mais caro, a passagem de Porto Alegre para lá custa cerca de R$ 40,00 e não têm ônibus para voltar à noite”.

A luta pela permanência é antiga
“Alguns professores acham que a Uergs deve sair daqui e outros preferem que continue, porque nasceu aqui, porque é a Cidade das Artes, porque tiveram todo o trabalho pra chegar até onde estamos. Então, para que vamos tirar daqui, cortar pela raiz e levar para outra cidade? Temos que dar firmeza para nossa luta aqui”, diz Larissa Canelhas, aluna e atual presidenta do Diretório Acadêmico Regional.

A luta por espaço vem desde o ano de 2012, quando os professores e funcionários começaram a procurar por um terreno para construir um prédio. “O ideal é que tivéssemos um prédio próprio e a estrutura que precisamos. Então, estamos, sim, procurando por alternativas e parcerias, para tornar viável a unidade das Artes”, desabafa Dulce.

O valor mensal pago pela universidade para a Fundarte é de R$ 47.893,93, conforme publicado no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul do dia 11 de abril deste ano.

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