Da esquerda para a direita, Ilda Domingues, tesoureira do Núcleo; Edson Garcia, 2º vice-presidente do Cpers estadual; Juliana Kussler, diretora do núcleo; Helenir Aguiar Schürer, presidente do Cpers estadual; e a professora Carla Martins

Nesta segunda-feira, às 18h, evento online marca as posses e um novo ciclo de gestão dos 42 núcleos do Cpers, o sindicato dos profissionais da Educação do Estado. O núcleo local, que engloba os trabalhadores de Montenegro, Maratá, Harmonia, Brochier, Pareci Novo e São José do Sul, passará a ser gerido pela professora Elisabete de Vargas Pereira. Esta semana está sendo marcada pelo encerramento da atual gestão, comandada pela professora Juliana Kussler, que está desde 2017 à frente da entidade.

“Eu acredito que o principal desafio tenha sido intensificar a participação dos colegas na luta e unificar os professores de todas as escolas da região, principalmente agregando as cidades do interior, que estavam bem abandonadas”, avalia Juliana. “Brochier, Maratá, São José do Sul e Pareci Novo eram cidades que não participavam tão intensamente como Montenegro; e essa descentralização para poder trazer os colegas para participar foi um grande desafio e também uma recompensa incrível”, complementa.

Num painel feito em comemoração aos 50 anos da entidade, a diretora mostra, nas imagens, como a mobilização foi aumentando ao longo do período. “Esse envolvimento, essa disposição pra luta e a crença no sindicato não existia há décadas”, pontua. Estar dentro das escolas, buscando proximidade, foi chave para a gestão, ela destaca. O período foi marcado por momentos críticos, como o parcelamento de salários iniciado no Governo Sartori; e a falta de orientação e de estrutura para aulas no contexto da pandemia. Isso, além de desafios cíclicos, como a falta de profissionais nas escolas e a desvalorização da categoria.

“Eu acho que o mais difícil é lidar com essa despolitização nacional de as pessoas estarem compreendendo de forma equivocada a importância da política. Os colegas, a comunidade, não sabem mais o que é real e o que é fake news. Tentar trazer isso de volta e incentivar esse senso crítico nas pessoas é nosso principal desafio, não só como sindicato, mas como educadores”, opina Juliana. “É isso que faz com que a gente tenha sete anos sem reajuste, é o que faz com que acabem parcelando o nosso salário. É esse desconhecimento que leva a chegar nesse ponto. As pessoas perderam um pouco o domínio disso e esse resgate é o que a gente está fazendo.”

Escolhida para um terceiro mandato a frente do Cpers a nível estadual – um feito inédito – a professora Helenir Aguiar Schürer esteve em Montenegro nessa quarta-feira para prestigiar o núcleo local. “Eu vou completar sete anos na direção do sindicato e eu vi a diferença das mobilizações na gestão da professora Juliana. Tivemos a presença de Montenegro nos atos em Porto Alegre, que fazia muito tempo que a gente não conseguia”, elogiou. “Nós queremos acreditar que a nova direção continue fazendo esse belo trabalho, que foi muito importante no fortalecimento da luta sindical.”

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