Indecisão sobre a possibilidade de retorno às aulas presenciais causa frustração a famílias, estudantes e também a gestores municipais. FOTO: Arquivo/Prefeitura de Maratá

Governo do Estado busca viabilizar encontros físico para Educação Infantil e 1º e 2º Anos do Fundamental

No fim da noite de quinta-feira, 22, o Governo do Estado divulgou decreto restabelecendo a cogestão para a Educação em todo o Rio Grande do Sul. O documento permitiria o retorno das aulas presenciais para a Educação Infantil e 1º e 2º Ano do Ensino Fundamental. Desde então, o clima é de expectativa e indefinição entre gestores municipais e famílias.

O tema, de fato, só deveria chegar a uma solução definitiva na noite de segunda-feira, dia 26, com o julgamento do recurso do Estado contra a decisão que suspendeu liminarmente as aulas presenciais no Rio Grande do Sul, em regiões sob bandeira preta. Até o fechamento desta edição, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) não havia concluído a apreciação da matéria.

Maratá foi uma das cidades que sofreu com a indefinição. Uma vez autorizada a retomada das aulas por parte do Estado, o Executivo organizou a retomada das aulas presenciais para a Educação Infantil e 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental para terça-feira, dia 27. No entanto, as decisões judiciais fizeram com que o Município ficasse no aguardo de novas orientações.

“Nós, do Poder Executivo dos Municípios, ficamos frustrados com essas decisões. Queremos retomar as aulas para as turmas propostas pelo Estado, com os protocolos e toda a segurança possível para todos. Os Municípios pequenos possuem condições de retomar as aulas presenciais de maneira segura, principalmente para Educação Infantil e anos de alfabetização”, afirma a prefeita de Maratá, Gisele Adriana Schneider. Ela destaca que desde fevereiro a Prefeitura se organiza para a retomada das aulas, mas que, junto com as famílias, aguarda uma posição definitiva. “Nos sentimos impotentes com os vetos que ocorrem desde o início do ano”, salienta.

“Queremos buscar formas de resolver questões como esta, juntamente com as famílias, mas, infelizmente, não estamos tendo autonomia para fazer isso”, critica Gisele. Para a Prefeita, quem perde com o que vem acontecendo na área da Educação são as crianças, que, na visão dela, terão um grande atraso no aprendizado.

Pareci Novo, Brochier e São José do Sul não chegaram a anunciar uma data para o retorno dos encontros, preferindo aguardar a decisão do Judiciário antes de tomarem uma decisão. Em Montenegro, a Administração Municipal adotou cautela e fixou o dia 3 de maio como data para a retomada do ensino presencial na rede municipal – o que ainda depende da decisão do Judiciário. Por outro lado, o Executivo montenegrino liberou a abertura das escolas privadas a partir de segunda-feira, dia 26. Porém, a decisão da Justiça impediu essa reabertura.

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