Novo decreto deve ser divulgado com as alterações Foto: Arquivo Ibiá

Projeto será um piloto para futura instalação do EJA na instituição

A EMEF Ana Beatriz Lemos, no bairro Estação, em Montenegro, está realizando a seleção para a oferta de um curso de alfabetização de jovens e adultos. A capacitação acontecerá de agosto a dezembro deste ano, de forma presencial. Na primeira edição do projeto serão oferecidas nove vagas.

Conforme a Diretora da escola, Rosemere da Rosa da Silva, a ideia partiu de uma demanda da comunidade do bairro. “É de uma importância muito grande esse projeto que a secretaria nos autorizou a fazer, porque ali é um bairro que muitos quando têm que trabalhar com a escrita e a leitura, a dificuldade aparece”, afirma.

A diretora conta que durante o período de pandemia ouviu relatos de vários pais que tiveram dificuldades para ajudar os filhos nos estudos em casa por conta de não saberem ler e escrever.
A seleção para participação no projeto já iniciou. Os interessados podem procurar a escola, localizada na rua das Tulipas, nº 152, bairro Estação, para fazer a inscrição. Além disso, os profissionais da instituição também farão uma busca pelo bairro de pessoas que não sabem ler e escrever.

“A gente vai fazer um trabalho de formiguinha, vamos ir em algumas casas de pais de alunos que a gente sabe que não sabem ler e escrever para estar chamando eles para participar do projeto”, conta a diretora.

Conforme a Secretária Municipal de Educação, Ciglia da Silveira, se houver uma demanda por parte da comunidade, a ideia é posteriormente transformar o projeto em turmas de Educação de Jovens de Adultos (EJA). “Vamos iniciar desta maneira, em forma de projeto. Se a comunidade se integrar ao projeto poderemos criar, futuramente, um EJA”, afirma Ciglia.

A diretora da escola afirma que o projeto servirá como um modelo piloto e que a ideia é que em novas edições mais vagas possam ser abertas. “A gente vai trabalhar com pessoas que realmente não estão alfabetizadas. A ideia é ampliar para mais turmas e buscara transformar o projeto em um EJA. Isso para que nossos alunos permaneçam estudando no bairro”, afirma Rosemere.

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