Lodo adentra dependências da escola, gerando transtornos a alunos e professores. Fotos: Arquivo - Joselói Silva

Quando chove o pátio e outras dependências são alagados

Apesar da EMEF Ana Beatriz Lemos, do bairro Estação, ser uma escola nova na cidade – foi inaugurada em agosto de 2016 – já conta com problemas na sua infraestrutura. Toda vez que ocorrem chuvas torrenciais, alagamentos são constatados no outro dia por funcionários e alunos.

A situação vem se repetindo desde o final de 2017, quando a água começou a invadir salas de aula, refeitório e outras dependências. Para piorar, a chuva se mistura com o barro que desce do barranco localizado ao lado da EMEF, e o transtorno aumenta.

Na semana passada, o contratempo aconteceu mais uma vez na escola, mas segundo o presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Joselói Silva, não houve perdas de materiais, mas como os móveis são de MDF isso ainda pode danificar. “A estrutura da escola esta em perfeitas condições. Ela é nova e sem riscos aparentes, o que realmente cobramos é na parte do terreno, pois a água não tem para onde correr”, relata Joselói.

Ainda de acordo com ele, foi solicitado à secretaria municipal de Educação e Cultura (SMEC), além da solução aos alagamentos, também a instalação de um portão na parte dos fundos da escola e uma rampa de acesso para cadeirantes. “Este é o caminho mais curto evitando a chuva, e temos alunos que necessitam dessa acessibilidade. Todos os encaminhamentos a autoridades foram feitas, mas nada sai do papel”, diz o presidente do CPM da Ana Beatriz Lemos.

A diretora da escola, Patricia Teixeira Fernandes, diz que várias vezes foram feitas visitas no local para uma avaliação, só que medidas não tinham sido tomadas até então. “A gente entende que tem muitas coisas que demoram, mas tem outras necessidades que a gente precisa resolver”, fala Patricia.

Na tarde do dia 23, um engenheiro da Prefeitura realizou uma visita a EMEF e foi constatada a necessidade de obras no pátio. “Ele se comprometeu em resolver, e falou que isso não é uma coisa muito difícil de fazer, que vai elaborar o projeto, principalmente em relação a esses alagamentos. Agora vem a época de Inverno e fica muito complicado e perigoso o pátio interno”, conta a diretora.

De acordo com a diretora, também é esperado que o acesso à escola seja resolvido, para que todos tenham as mesmas condições de frequentar as aulas. “O problema maior é na evasão, porque quando acontecem os deslizamentos de areia, o acúmulo de lodo tranca a saída e volta para dentro do pátio”, diz Patricia.

Em resposta, a Administração Municipal ressalta que segue trabalhando para solucionar estas e outras situações não conformes que possam surgir. Após visita da secretaria municipal de Obras Públicas à EMEF Ana Beatriz Lemos, foi verificado que os alagamentos de fato existem quando há chuvas fortes, atingindo todo o pátio da escola.

Ainda segundo a Prefeitura, a infraestrutura enquanto acesso de cadeirantes, acesso serviço e estacionamento foi constatado que se tem usado espaços externos ao lote que não estavam contemplados no projeto original da escola fornecido pelo FNDE. De acordo com a SMEC, estando a obra nos cinco anos de garantia, não podem ser feitas intervenções que descaracterizem o projeto inicial, sob pena do FNDE não validar no Sistema, quando feita a vistoria pelo referido órgão.

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