Juliana com a filha Lavínia, de três anos de idade

Escola destaca ótima relação na comunidade escolar ao longo dos anos

Fundada em 19 de março de 1982, a EMEI Gente Miúda está completando 40 anos neste sábado. A escola marca sua trajetória pela construção de uma relação afetiva com a comunidade. A supervisora, Elis Júlia Floss, confirma que os pais se sentem totalmente à vontade para dialogar com professores, equipe diretiva e apoio pedagógico para tratar de dificuldades e sugestões.

A busca pela boa relação com os pais sempre foi objetivo na EMEI, por isso, a participação dos mesmos em eventos e atividades é valorizada. “A busca pela participação das famílias é um processo contínuo e o diálogo entre escola, família e comunidade precisam acontecer em todos os momentos, proporcionando, assim, um ambiente de trocas e de muita interação”, afirma Elis.

Vice diretora Cristiane da Silva Lenhardt; diretora Carla de Araújo Machado e a supervisora Elis Júlia Floss

Ela ressalta a reação dos aluninhos ao chegarem à escola. “Em grande parte se sentem felizes ao chegar. A entrada no ambiente escolar é tranquila, com pouco choro ou reações que demonstrem mal estar. As crianças desejam, ao final de seu turno, ficar na escola se divertindo nos espaços”, pontua.

Juliana Wissmann é exemplo disso. Sua filha Lavínia, de três anos, já teve experiência desagradável, em que não conseguiu se adaptar à escolinha. Isso foi diferente na Gente Miúda. Há cerca de um ano na instituição, a pequena surpreende pelo convívio com professores e coleguinhas. Juliana conta que a menina tem autismo e que um ponto muito importante da creche foi o auxílio neste sentido. “Minha filha entrou na escola e em uma semana já colocaram uma monitora para ela, que a Lavínia ama de paixão. Se vê a monitora, não quer mais largar”, destaca. “Na escola, todo mundo é muito preocupado e prestativo. Tenho segurança em deixar minha filha na creche e ir trabalhar. Gosto de todo mundo”, conclui.

Ainda, ponto forte na escola sempre foi a formação dos profissionais em sua totalidade, já que muitos se especializaram na Educação Infantil, o que enriquece o trabalho desenvolvido. Outra questão que prevalece é a busca pela elaboração de projetos que atendam as necessidades das etapas do desenvolvimento dos pequenos. “A gente entende a importância de desenvolver o lúdico, trazendo para a rotina de nossos pequenos todo o encantamento que a criança merece e precisa vivenciar”, relata Elis.

Os tempos mudaram desde 1982, e com isso, também as exigências educacionais nas escolas. Por isso, Elis lembra que a Gente Miúda teve muitas alterações desde a época. “As mudanças requerem uma escola que comporte o perfil contemporâneo de aprendizado e ajude a vencer todos os desafios que a educação moderna impõe. A educação é o processo de inserção no mundo da cultura, numa ação recíproca e complementar, se tornando instrumento de transformação”, destaca. Neste sentido, a proposta visa a construção de uma identidade própria dos alunos. “Estimulamos a autonomia, convivência com a diversidade e exploramos o mundo cultural”, acrescenta a supervisora.

Na década de 80, Sônia Regina Acunha iniciou sua vida profissional como alfabetizadora e em 2003 começou sua jornada na Gente Miúda, escola que, inclusive, seus filhos frequentavam na época. “Meu amor pela escola só cresceu”, define. Hoje, formada em psicopedagogia, segue fazendo parte da instituição e atua no atendimento educacional especializado, o AEE, pelo qual se diz apaixonada. “A creche sempre possuiu um grupo de profissionais coeso e comprometido, o que a torna mais especial. Tenho muito orgulho em fazer parte”, ressalta. Sônia também foi a criadora do Miudinho, o mascote da escola, que é utilizado nos mais variados projetos da EMEI.

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