Escola A.J Renner foi umas das instituições visitadas pelo Cpers

Caravana da Verdade percorreu diversas instituições da região

Diferentes escolas da rede estadual no Vale do Caí receberam a visita da caravana da direção central do Sindicato dos Professores, o Cpers, nesta terça-feira, 22. Com a Caravana da Verdade, os representantes do sindicato constataram os problemas estruturais e de quadro funcional das instituições de ensino. Também colocaram para os professores a posição do Cpers com relação ao reajuste de 32%, anunciado pelo governo do Estado. Segundo Edson Rodrigues Garcia, 2º vice-presidente do Cpers, a reposição salarial de 32% não atingiu todos os professores e funcionários de escola, assim como também não houve esse aumento para os aposentados. A principal questão apontada pelo sindicato foi o uso da parcela de irredutibilidade dos servidores para compor a reposição salarial.

Representantes do sindicato distribuíram material informativo e conversaram com os professores

“Em 2020 o governo Leite apresentou um pacote, nesse pacote foi retirado os nossos triênios e nossas vantagens adquiridas em anos de trabalho. Mas na época nós conseguimos manter algumas vantagens que o governo chamou de parcela de irredutibilidade”, afirma Edson. Conforme o 2º vice-presidente do Cpers, o governo do Estado se comprometeu que não usaria a parcela de irredutibilidade para aumentos ou reposições salariais posteriores, o que não foi cumprido no projeto de reajuste apresentado neste ano. “O governo se utiliza desse projeto de lei que ele apresentou nos dando um grande desgosto em temos de realização profissional, porque ele retira da parcela de irredutibilidade o percentual de reposição salarial de uma categoria que está há oito anos sem reposição de nem um real sequer. A categoria não está pedindo aumento, está pedindo as perdas inflacionárias, isso significa perda do poder de compra”, expõe Edson.

Durante as visitas nas escolas, o Cpers também apontou os problemas estruturais encontrados em várias escolas da região, assim como a falta de professores, que afeta grande parte das instituições de ensino da rede estadual. “O que constatamos hoje, infelizmente, não é diferente do que temos constatado em todas as regiões do Estado. Na maioria das escolas ainda temos falta de carga horária de professores e falta de funcionários para manter a escola em funcionamento. Também há falta de infraestrutura. A gente visualizou várias escolas em Montenegro com problemas”, destaca o 2º vice-presidente do Cpers. Durante a visita ao Colégio Estadual Dr. Paulo Ribeiro Campos, o sindicado apontou como positiva a solução para o problema da falta de energia elétrica, mas enfatizou a demora para a solução da situação por parte do Estado. “O governo teve todo o período de pandemia para fazer o serviço na escola e só agora que foi feito. Isso é um grande descaso”, diz Edson.

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