Rede pública passou, praticamente, todo ano de 2020 sem atividades presenciais. FOTO: AGÊNCIA SENADO

Definição sobre a retomada ou não deve sair nesta quarta-feira

As secretarias municipais de Saúde e de Educação devem anunciar nessa quarta-feira, 3, como ficarão as aulas, em 2021, nas redes públicas de Ensino Fundamental e Educação Infantil em Montenegro. A expectativa é de que o Município, assim como fez o Estado com o Ensino Médio, siga num modelo híbrido de aulas presenciais e a distância; e com turmas reduzidas no contexto da pandemia de coronavírus. Mas enquanto aguardam a definição, pais e responsáveis ainda divergem se é, de fato, momento de voltar a enviar seus filhos de volta para as escolas.

Numa breve enquete realizada nas redes sociais do Jornal Ibiá entre o início da tarde de segunda-feira, 1º, e o início da manhã de terça, 2, a falta de consenso ficou clara. Das 240 manifestações contabilizadas, 133 eram a favor do retorno (55,42%) e 107 eram contrárias (44,58%).

Dentre os que defendem a retomada das atividades presenciais, pesa o argumento de que “se está tudo aberto”, as aulas precisam voltar também; com protocolos de segurança, como uso de máscara e higienizações constantes das salas e espaços de convívio. Outro denominador comum em quem é a favor é a qualidade do ensino dos jovens, que teria deixado a desejar no modelo adotado no ano passado, com as atividades sendo passadas a distância.

No outro lado, a maioria dos contrários a volta às aulas nesse momento aponta que, especialmente entre os mais pequenos, fazer valer protocolos de distanciamento e uso de máscara constantes é praticamente impossível. A defesa é que, pelo menos enquanto todos os educadores não estiverem vacinados contra a Covid-19, as atividades presenciais não voltem.

Muitos dizem só aceitar mandar seus filhos para a escola quando eles mesmos estiverem vacinados, embora, no momento, não exista previsão de uma vacina para as crianças. A preocupação é que, fechados nas salas, os pequenos possam transmitir o vírus uns para os outros e levá-lo para suas famílias. Na rede particular, assim como no Ensino Médio e Técnico, as aulas já foram retomadas no ano passado.

Veja algumas das manifestações dos leitores
Aline Poliana Zarth –

Com certeza, sim. As crianças têm o DIREITO a ter ACESSO A EDUCAÇÃO e de forma IGUALITÁRIA. Crianças de ensino público devem ter os mesmos direitos que os da privada.

Valdéres Ribeiro –
Não, porque se o vírus matar um dos meus filhos ninguém me dará outro igual. Escolas públicas não têm estrutura para controlar os cuidados que se deve ter

Karine Atkinson –
Eu sou a favor de voltar às aulas, não por querer me ver livre dos meus filhos, mas porque eles também, além de precisarem aprender, precisam ter uma comunicação social. Acredito que não só meus filhos, mas os de muitos tiveram alguma mudança em seus comportamentos. Eles não sabem expressar o que sentem e simplesmente foram afastados dos amigos e colegas. Deu certo no particular. Por que não tentar e fazer dar certo no público?

Dirce Maria Gelatti Ost –
Bares abertos, lojas, bancos, festinhas…isto tudo pode. Agora, a educação escolar não? Como ficará o aprendizado destas crianças que estão começando a se alfabetizar em casa? Não é a mesma coisa. Aí passa de ano sem saber nada.

Marcia Martiny Roehe –
Minha opinião é baseada apenas nas crianças. Na saúde delas. (Nem entrando na questão dos professores que também têm que ser vacinados). Podemos garantir que nenhuma criança seja contaminada na escola? Podemos garantir que nenhum adoecerá? Nós somos adultos, pais, mães, avós, cidadãos, falamos pelas crianças e pela segurança delas. É certo que não haverá surto de Covid em nenhuma Escola? Se tudo isso for garantido, se nenhum criança perderá a saúde, a vida, se nenhum pai vai chorar pelo seu filho ou filha, então, somente assim, a volta às aulas seria muito boa. Mas se não, que se espere a vacina. Lembro que vacinar os professores não é o suficiente. Há que se vacinar os funcionários. Os motoristas de Vans e todos os adultos que têm contato com as crianças, principalmente seus avós.

Jajá Fernandez –
Bares, festinhas, praias estão abertos e os que levam as crianças são os IRRESPONSÁVEIS! Sendo que não pode ter aglomeração…Povo ignorante é isso mesmo! Só falam da escola porque acham que é depósito!

Délcio Alberto Becker –
Assim como a maioria das demais atividades, acho que as aulas presenciais também deveriam voltar. Os pais se aglomeram nos meios de transporte, no trabalho, no comércio, enfim, numa infinidade de lugares, mas as “crianças” não podem ir pra escola, mesmo se aglomerando nos demais lugares e convivendo com os familiares que vivem aglomerados? Quem acha que seu filho não deve ir, não deixe ir. Todas atividades estão voltando, porque a escola deveria ser diferente?

Carol Michels –
Não concordo com o retorno na Educação Infantil e até terceiro ano do Fundamental. Trabalho como assistente de escola. Sei da boa intenção e do esforço da nossa secretaria de Educação para adotar protocolos mais seguros. Mas o fato é que educação infantil e séries iniciais até terceiro ano precisam muito da ajuda e amparo dos adultos para se cuidarem. É difícil cumprir protocolos para cuidarmos de nós mesmos ou de uma única criança em casa. Sem falar que boa parte das pessoas não está cuidando de si mesma. É máscara para foto e na frente da chefia; virou as costas, estão se aglomerando. Essas pessoas que não estão levando a pandemia a sério é que estarão a cuidar das crianças. Bom, já houve reportagem mostrando que nos meses de inverno, quando o número de doenças respiratórias aumentam, as UTIs pediátricas quase não tiveram atendimento de tais doenças em 2020 devido ao fato das crianças não estarem em sala de aula. É a prova de que o Covid vai se disseminar ainda mais com a Educação Infantil funcionando.

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