Máscara, distanciamento, álcool gel e ensino remoto serão parte da rotina neste ano letivo. FOTO: SEDUC/DIVULGAÇÃO

O desafio da retomada das aulas presenciais na rede pública, em Montenegro, tem data marcada para começar: 8 de março. O anúncio foi feito numa coletiva de imprensa com a equipe da secretaria municipal de Educação e Cultura e com a secretária de Saúde, Cristina Reinheimer.

Na Educação Infantil, as atividades serão oferecidas, no primeiro momento, apenas aos alunos maiores, com mais de três anos de idade e em turno único reduzido. No Ensino Fundamental, assim como tem sido para o Médio, do Estado, o modelo de volta às aulas é híbrido, com turmas divididas entre atividades presenciais e remotas; e também não é obrigatório. Os pais terão a liberdade de optar por manter seus filhos exclusivamente nas aulas à distância, assim como foi em todo 2020.

“Queremos, juntos, fazer este recomeço com muita seriedade e tranquilidade”, pontuou a secretária de Educação, Cíglia da Silveira. Ela destaca que o apoio dos pais será imprescindível para que auxiliem no fazer cumprir dos mais diversos protocolos sanitários; e também para que acompanhem seus filhos e não os levem para a escola caso eles ou qualquer familiar apresente sintomas compatíveis com a Covid-19. Os profissionais da Educação estão tendo – e terão nas semanas seguintes – diversas formações quanto a protocolos e também formas de acolher novamente o aluno após um ano longe dos educandários.

Secretária de Educação, Cíglia da Silveira, e secretária de Saúde, Cristina Reinheimer, divulgaram detalhes em coletiva nessa quarta-feira
  • Quando as aulas voltam? Ensino Fundamental das escolas municipais – 8 de março; 1º ao 5º ano do Fundamental das escolas estaduais – 8 de março*; 6º ao 9º ano do Fundamental das escolas estaduais – 11 de março*; Ensino Médio das escolas estaduais – 15 de março* ; Educação Infantil – Jardins – 8 de março; Educação Infantil – Maternal 2 – 15 de março ; Educação Infantil – Demais turmas – sem data definida.

*Cronograma confirmado pelo governo estadual em 7 de janeiro.

  • Serão aulas presenciais para todas as turmas? Não. As aulas do Fundamental ao Médio voltarão com modelo híbrido, com revezamento de estudantes presencialmente na escola. Numa semana, metade estará na sala de aula e metade estará em casa com atividades remotas. Na semana seguinte, os grupos se invertem.
    A secretaria municipal de Educação reconhece casos, como o de algumas escolas rurais com baixo número de alunos, em que será possível manter o distanciamento dentro das salas com 100% dos estudantes. Essas situações serão analisadas caso a caso de acordo com as realidades das instituições de ensino.
    Para a Educação Infantil, não haverá revezamento, mas as turmas serão divididas em duas ou três, de acordo com o tamanho das salas. Não haverá turno integral, apenas o meio turno, que será reduzido de seis para quatro horas.

 

  • O pai é obrigado a mandar o filho pra escola? Não. O pai ou responsável que optar por manter seu filho exclusivamente nas aulas remotas poderá fazê-lo.

 

  • Como as famílias vão saber em que semana que o aluno terá aula presencial? Na rede municipal, cada escola, considerando sua realidade e número de alunos atendidos, fez seu próprio plano de contingência. São elas – direções e professores – que vão telefonar nos próximos dias para os responsáveis, fazer a relação dos que optarem por mandar as crianças para as aulas presenciais, e definir – no caso do Fundamental – os grupos que, semanalmente, terão as aulas dentro da instituição. Elas também vão prever horários diferenciados de entrada e de saída para evitar aglomerações. Na rede estadual, ainda há poucos detalhes sobre como será feita a separação. As escolas estão em férias coletivas no mês de fevereiro e, na volta, as dúvidas devem ser sanadas.

 

  • Há data para a volta nas demais turmas da Educação Infantil? Não. A secretária municipal de Educação explicou que, pela necessidade de dividir as turmas dos jardins e do Maternal 2, não haverá espaço físico e pessoal ainda para receber os menores de três anos de idade nos berçários. O critério para a decisão pelos maiores foi a obrigatoriedade escolar para os que têm acima de quatro anos. A pasta, porém, pede que os pais que tenham condições de seguir com seus filhos em casa, que sigam com eles; liberando espaço para, num futuro próximo, reabrir turmas dos menores.

 

  • Quais os principais cuidados a serem seguidos nas escolas? O uso de máscara é obrigatório e os pais são aconselhados a enviarem máscaras extras para a troca a cada três horas de uso. Haverá álcool em gel para a higienização das mãos e também higienizações constantes dos espaços e dos equipamentos de uso comum conforme forem sendo utilizados. Aos profissionais da educação, além das máscaras convencionais, serão dados “face shields”, máscaras de acrílico para redobrar a proteção. As turmas já serão reduzidas para que as classes possam ser dispostas distantes umas das outras. Será preciso muita orientação aos pequenos, que precisam entender que têm que evitar o contato em excesso com os colegas; que precisam ficar de máscara; que não podem tocar em superfícies e depois levar às mãos ao rosto; e que precisam usar o álcool gel. O papel dos pais e responsáveis, nisso, é imprescindível.

 

  • Terá recreio e atividade de Educação Física? Não está prevista a realização de recreio nesse primeiro momento. Quanto à Educação Física, jogos coletivos não podem ocorrer, mas são previstas atividades que ocorram ao ar livre e individualmente. As pracinhas e playgrounds devem ser liberadas, mas com regras nos brinquedos para uso individual e higienização entre um usuário e outro.

 

  • Terá merenda? Sim, mas a forma como ela será ofertada vai variar entre as escolas, visto que os tamanhos dos refeitórios variam e, como é necessário tirar a máscara para comer, o cuidado precisa ser maior. Em alguns casos, a merenda pode ser dada direto na sala de aula.

 

  • Terá transporte escolar? Sim, o ofertado pela Prefeitura aos alunos do interior e demais casos pontuais na área urbana, e também o particular. Haverá protocolos. Segundo a secretária de Saúde, a ocupação dos veículos será cortada a 50%; e os estudantes não poderão sentar lado a lado. Na definição dos grupos que terão aulas presenciais em cada semana, as direções precisarão levar em conta a oferta do transporte para não extrapolar a lotação das vans e dos ônibus.

 

  • E se a criança adoecer? Se a criança ou o seu familiar apresentar sintomas da Covid em casa, ela não deve ir pra escola, a instituição de ensino precisa ser informada e deve-se buscar o atendimento médico. Caso a constatação do sintoma aconteça na escola, a criança irá para um espaço de isolamento junto de um responsável da instituição até a vinda dos pais e encaminhamento ao médico. O período de isolamento domiciliar é de dez dias, confirmada a Covid ou não. Havendo dois casos confirmados para a Covid entre alunos de uma mesma turma, é declarado surto, sendo as aulas da referida turma suspensas por dez dias.

 

  • Como serão as aulas remotas? Com o modelo híbrido e a possibilidade de ser 100% a distância, todos os alunos terão aula remota, pelo menos, uma semana sim e outra semana não. Aos professores, caberá o desafio de montar as aulas de quem está presencialmente na escola e ter um conteúdo para quem, no grupo de revezamento, está em casa. Também será preciso um plano específico de ensino para aqueles que estão, exclusivamente, com as aulas remotas.
    Na rede municipal, as aulas à distância seguem como no ano passado, com atividades sendo passadas aos alunos através de retirada nas direções ou por outros canais de comunicação; e também com livros didáticos dados aos estudantes. A secretária de Educação adiantou que usará outras ferramentas para melhor qualificar a modalidade neste ano. Na rede estadual, desde o ano passado, é usada a plataforma Google for Education para o ensino remoto.

 

  • Será assim o ano todo? Não se sabe. Conforme ocorra a vacinação e também a evolução da pandemia, pode-se vir a flexibilizar as aulas presenciais ou, até mesmo, ter protocolos de lotação de escolas mais rígidos.

 

  • Terá vacina? Os profissionais da educação estão num grupo prioritário de vacinação contra a Covid, mas ainda atrás dos idosos fora das ILPI’s e de pessoas com comorbidades, que têm maior tendência a desenvolver complicações sérias com a doença. A secretária de Saúde de Montenegro, Cristina Reinheimer, disse acreditar que a vacina chegará aos professores até o início das aulas, mas não há confirmação oficial quanto a isso. No momento, não se fala na aplicação da vacina em crianças.

 

  • É arriscado? Crianças, em geral, têm baixíssima tendência a desenvolver sintomas ou complicações relacionadas à Covid-19. Mas elas podem ser vetores da doença, levando-a a seus familiares e pessoas do grupo de risco, assim como aos profissionais da educação. A secretária de Saúde pondera, porém, que, dada a grande necessidade da retomada das aulas e havendo o apoio e conscientização dos pais e educadores com o rígido cumprimento dos protocolos, o risco de a escola se tornar ponto de disseminação do vírus pode ser minimizado. É importante a colaboração de todos!

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