ESCOLA SESI de Ensino Médio, situada no bairro Senai, é uma das instituições de Montenegro que oferece o modelo de turno integral aos alunos desde que foi criada

Segundo o Plano Nacional de Educação, a modalidade deverá ser ofertada em, no mínimo, 50% das escolas públicas

Muitos pais não têm local para deixar os filhos no contraturno escolar. Enquanto os adultos da família trabalham, existe a preocupação com a segurança e utilização do tempo das crianças que só estudam em um turno. A solução, recentemente, vem sendo encontrada em instituições que oferecem ensino integral, ocupando a maior parte do dia dos estudantes.

A educação integral vai além de apenas fazer o aluno passar mais tempo na escola. São oferecidas mais oportunidades de aprendizagem, seguindo um programa político-pedagógico, fazendo com o que os estudantes estejam em contato com diversas áreas, como artes, esportes, ciências, tecnologias entre outras, tanto na teoria como na prática. Instituições que oferecem turno integral geralmente têm aulas iniciadas pela manhã com término no final da tarde.

Já comum nas escolas particulares e principalmente na educação infantil, o modelo está em crescimento também na rede pública. Uma das metas do Plano Nacional de Educação é oferecer turno integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, e que 25% dos alunos de educação básica (Ensino Infantil, Fundamental e Médio) sejam atendidos em tempo integral até 2024.

De acordo com dados do Censo Escolar 2018, o número de alunos do Ensino Médio que estudam em tempo integral subiu de 7,9% para 10,2%, comparado com o ano de 2017. No Rio Grande do Sul, em 2018, 12 escolas estaduais ofereciam o modelo de educação integral, sendo uma delas o Colégio Estadual A.J. Renner, de Montenegro.

Junto ao “A.J.”, outras instituições da cidade oferecem turno integral. Além da Educação Infantil (creches), o modelo passou a ser oferecido também para Ensino Médio, como na Escola SESI de Ensino Médio. A Escola Municipal de Ensino Fundamental José Pedro Steigleder, por outro lado, oferecia esse modelo até 2015, junto ao programa Mais Educação do Ministério da Educação, que visava destinar recursos para as atividades de educação integral. O governo cessou o programa e a escola deixou de oferecer o turno integral para os seus estudantes.

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