única escola montenegrina a participar do projeto, alunos do Adelaide de Sá Brito lançaram livro na Feira do Livro de Porto Alegre na última terça-feira
Obra “Estátuas de Nuvens – Dicionário de Palavras Pesquisadas por Infâncias” trouxe verbetes definidos pelos alunos

Os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Adelaide de Sá Brito lançaram como co-autores, na Feira do Livro de Porto Alegre, dia 14, o livro Estátuas de Nuvens – Dicionário de Palavras Pesquisadas por Infâncias. Além dos 21 alunos da instituição, entre 7°, 8° e 9° ano, outros quase 400 alunos de escolas de outros municípios participaram do projeto.

A parceria foi entre o docente Luciano Bedin da Costa e alunas de graduação e pós-graduação, Tatiele Mesquita Corrêa e Larisa da Veiga Vieira Bandeira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com lançamento da Editora Sulina e participação dos jovens.
De acordo com a diretora do Adelaide, Rosane de Oliveira Alves, desde 2016 o projeto “Despertar”, de leitura e escrita vem sendo desenvolvido com os estudantes. Neste, a produção culminou na obra.

“E conseguimos o apoio do professor Luciano da Ufrgs para desenvolvê-lo conjuntamente com nossos docentes. É preciso acreditar que as coisas podem acontecer. Buscar e nunca desistir. Eles que transformarão o mundo”, explica.

Sob a coordenação da professora de língua portuguesa, Gabriela Hoppe, o grupo de alunos intitulado “Ladaia de Monteblack”, trabalhou verbetes, com termos e gírias mais utilizados por eles no ambiente escolar, até o meio deste ano letivo.

Uma das participantes, Raiane de Souza de Paula, 15 anos, explica que os verbetes – palavras com significados, como um dicionário – tiveram definições muito significativas para eles do colégio. “São coisas que comumente falamos entre nós. Tipo a expressão ladaia”, destaca. –“E é uma proposta diferente, onde a escola ajuda a escrever um livro”, complementa Vitória Hartamann, 14 anos.

A irmã gêmea de Raiane, Raíssa, diz que é importante não perder as oportunidades oferecidas na escola, como as oficinas parte da proposta ministradas no contraturno escolar. E Virgínia Lima, 15 anos, disse que a mãe quase não acreditou quando contou que tinha escrito um livro.

“O objetivo foi buscar a cultura popular através do diálogo com os estudantes e dos verbetes. Só de estar na Feira do Livro de Porto Alegre já é um grande diferencial. E a oportunidade na qual a Raíssa se refere é do conhecimento, de se apropriar de uma experiência única”, conclui Rosane.

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