Cores da bandeira do Brasil chamam atenção à campanha. Buscam atrair consumidores para movimentar o mês de setembro

Assim como na popular campanha, alguns cuidados com as ofertas são necessários

Passadas as comemorações da Independência do Brasil no dia 7 de setembro, as decorações de verde e amarelo continuam dominando parte do comércio, tanto nas ruas quanto na internet. É que neste ano, uma campanha está aproveitando as celebrações à Pátria para aumentar as vendas e dar aquela movimentada na economia do País: é a chamada “Semana do Brasil”.

O projeto foi criado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e tem apoio institucional do governo federal. Começou no dia 6 e se estende até o próximo domingo, dia 15 de setembro. Nas compras digitais e nas lojas físicas estão sendo oferecidas condições bem atrativas. Em algumas redes, os descontos chegam aos 80%.

Tem mais de 3 mil lojas participando em todo o País. Cerca de 400 só no Rio Grande do Sul. Nesta primeira edição da Semana, a campanha só pegou entre as redes de maior porte em Montenegro. As unidades locais da Taqi, Deltasul, Colombo, Benoit, Becker, Lebes, Magazine Luiza, Solar e CR Diementz estão com as vitrines decoradas com as cores do Brasil para chamar os clientes a usufruírem das ofertas. O segmento de eletroeletrônicos é um destaque.

COMO A “BLACK”

Por muitos, a Semana do Brasil está sendo chamada de “Black Friday brasileira”, “Black Friday verde amarela” e até de “Black Friday tupiniquim”. E não é nem o primeiro movimento de campanha que quer imitar o sucesso da “Black” para atrair o público. Em março, já teve o tal do “Dia do Consumidor” que, em um formato parecido, faz alguns anos que vem tentando se popularizar como a primeira, embora ainda que em passos lentos.

Mas não. Pelo que se percebe nas redes sociais, a “Semana”, em seu primeiro ano, ainda não chega à popularidade da Black Friday, que ocorre em novembro, mas é uma boa oportunidade de impulsionar os negócios dos lojistas. O empresário que quiser aderir à campanha pode, inclusive, buscar fazê-lo ainda nesta edição, antes do término, acessando o site oficial do projeto. É um fomento para não deixar setembro parado em antecipação ao Dia das Crianças (outubro), a Black Friday original (novembro) e ao tão esperado Natal (dezembro).

Na campanha que for, é preciso atenção
Por mais que a empresa se diga parte da campanha, é sempre bom ficar atento com as ofertas oferecidas. Isso vale para a Semana do Brasil, o Dia do Consumidor, a Black Friday, o que for…É preciso atenção para não ser enganado com “descontos que não são descontos” nas lojas e, quando a compra é pela internet, o cuidado tem que ser redobrado. Há registro até de golpistas que montam sites falsos só para roubar dados pessoais de usuários. Então, vamos à algumas dicas?

O QUE SABER ANTES DE IR ÀS COMPRAS

– Pesquisar é sempre a palavra-chave. Então, cair numa compra só porque o cartaz verde e amarelo está “gritando” SUPER OFERTA não é o caminho. Você ainda pode achar o mesmo item com melhores condições em outra loja. Se a Semana do Brasil vai até o dia 15, use o tempo extra para analisar as ofertas de, pelo menos, umas três empresas, antes de fechar negócio.

– Nada de comprar por impulso.Eu sei, às vezes é difícil segurar o consumista dentro de nós. Mas não se deixe embarcar na emoção da semana de promoções para comprar algo que você não precisa verdadeiramente. Essa “pressão” para efetuar uma compra dentro do período de promoções é prato cheio para decisões financeiras ruins. Então, vá com calma e fique de olho aberto.

–  Apesar de ser desleal, qualquer lojista tem liberdade para precificar o seu produto. Se ele quisesse pegar um item de R$ 100,00 na quarta-feira para vender por R$ 200,00 na quinta e dizer que deu um desconto de 50% para comercializar por R$ 100,00, de novo, na sexta, ele pode. Não é crime, é livre comércio. O jeito, então, é guardar encartes antigos para acompanhar de pertinho esse sobe e desce de preços. Para quem usa a internet, é mais fácil ainda. Há sites que fazem essas comparações e até extensões a serem instaladas direto no navegador para isso. O “BaratoPROTESTE” e o “Vigia de Preço” são bons exemplos, que comparam o histórico para informar se o valor praticado é realmente baixo.

– Cuidado com os sites falsos na internet. Em campanhas como a Semana do Brasil, as compras pela internet são as que mais crescem. E ali o cuidado precisa ser redobrado. Existem sites fraudulentos criados apenas para o período com o objetivo de extorquir os desavisados e até roubar dados pessoais. Têm até os que se passam por grandes e conhecidas marcas, então é preciso utilizar algumas ferramentas. O próprio navegador da internet indica, ao lado do endereço do site, se ele é um local seguro ou não. Cabe ainda o uso dos canais do Procon, do Reclame Aqui ou do recentemente lançado Consumidor.gov para consultar a procedência da empresa visada. Use as ferramentas para não entrar em fria.

– Uma dica antiga, mas que sempre vale lembrar o consumidor: sempre duvide daquele desconto “milagroso”. Se uma empresa está com um preço muito abaixo dos demais que estão sendo praticados pelas concorrentes, é provável que exista alguma irregularidade. Então, fique alerta.

– Não deixe de pechinchar.Um motivo a mais para não se jogar na primeira oferta que aparecer é a boa e velha pechincha. Todo mundo quer vender, então mesmo a empresa que não estiver oficialmente na Semana do Brasil pode cobrir as condições da loja concorrente se confrontada com a oferta. Pode colar e pode ser bem vantajoso ao consumidor. Negociar é sempre uma opção.

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