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Num cenário onde muita gente se encontra com o orçamento apertado, a falta de planejamento e de organização financeira se apresentou como um problema para várias famílias que, antes da crise, não levavam a questão tão a sério. E no caminho pra essa reorganização – a coluna vem batendo bastante nessa tecla – está colocar na ponta do lápis a relação de receitas, despesas fixas e variáveis e também as dívidas; como forma de facilitar a visualização de onde estão os principais problemas e do que “atacar” primeiro. Nesse processo, parte importante do desafio está em conseguir reservar, religiosamente, parte da renda para o futuro; para a realização de um sonho e, mais especialmente, para as emergências da vida. E isso nem todo mundo consegue.

Poupança programada
Guardar parte do nosso dinheiro e efetivamente poupá-lo exige, primeiro, um esforço para reorganizar meus gastos e padrão de vida para que a sobra exista; e segundo, vontade e disciplina para fazer a economia acontecer. E pra começar a criar esse hábito, uma dica é a chamada POUPANÇA PROGRAMADA (alguns chamam de “forçada”). É uma ferramenta que fixa uma data e um valor de dinheiro que sai de sua conta corrente e, automaticamente, vai pra poupança ser guardado.

É bem simples!
A principal vantagem da poupança programada é a criação de uma rotina automatizada, onde você fixa um valor da sua renda para ser separado sem esforço. A grande maioria dos bancos tem a opção e sem tarifas. Basta acessar a conta por aplicativo ou terminal, ir na opção Poupança e buscar a alternativa de programação. Os nomes variam. No Santander chama “Depósito Programado em Poupança”; no Itaú, “Aplicação Programada Mensal”, por exemplo. Mas a lógica é a mesma.

Quanto fixar?
O valor a separar vai depender do quanto você consegue “abrir mão” de sua renda após, com ela, ter quitado todas as suas obrigações mensais. O ponto chave da poupança programada é, mesmo, a criação do hábito de poupar. O dinheiro é guardado “sozinho”, sem ir pra outro destino. E talvez, no início desse processo, tudo bem começar com pouco. Poupe o pouquinho que der, mas poupe. A ferramenta te dá liberdade de alterar valores e datas facilmente; e também pode ser cancelada a qualquer momento.

E precisa controle
Pra quem está começando a se habituar a poupar, a poupança programada dribla o fator disciplina e também o possível esquecimento do depósito. Mas o dinheiro transferido segue na poupança, facinho de ser sacado. E não caia nessa armadilha! A ideia é organizar suas contas para poder poupar e não usar o dinheiro separado para coisas supérfluas que acabem minando as suas possibilidades de conquistar metas maiores; ou de ter reservas para emergências. É preciso internalizar isso.

Rende?
Aí que está! A poupança programada é uma boa alternativa para quem ainda não guarda dinheiro pro futuro. Têm outros métodos pra isso, como previdência privada, títulos de capitalização e afins; que devem aparecer nesta coluna pelas próximas edições. Quanto a ferramenta em questão, ela leva o dinheiro da conta corrente pra poupança e, nela, as características são as mesmas da poupança tradicional: retorno de 70% da Selic, isenção de Imposto de Renda, Garantia do Fundo Garantidor de Crédito, etc. Ótimo para começar, mas não tanto se o objetivo é fazer o dinheiro render. Como investimento, a poupança não tem sido dos mais indicados. É que com a Selic em 2,75%, hoje, o rendimento dela está em 1,9% ao ano, enquanto a inflação acumulada é de 6,10% – na prática, é perda de poder de compra. Quem quer ver a grana render, depois de aprender a poupar, precisa buscar outras soluções. E destas, falaremos mais pra frente, também. Fique ligado que tem Seu Bolso toda semana por aqui!

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