FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Levantamento feito pela coluna em doze postos de combustíveis de Montenegro na manhã dessa terça-feira, 6, localizou dois revendedores vendendo a gasolina comum a R$ 5,999. Ambos estavam a R$ 0,001 de ultrapassar a barreira simbólica dos R$ 6,00. E muita gente ainda nem se recuperou do susto de quando a última barreira, dos R$ 5,00, foi ultrapassada no início do ano. Dos doze, porém, a maioria ainda não atualizou sua tabela de preços com a mais recente alta da gasolina, valendo nas refinarias também a partir dessa terça-feira. No local mais barato, a comum saía a salgados R$ 5,729. O valor médio cobrado é R$ 5,83. Infelizmente, tem espaço pra mais altas.

A alta
Nessa terça, o preço do litro da gasolina nas refinarias foi de R$ 2,53 para R$ 2,69; um reajuste de 6%. O diesel também ficou mais caro, foi de R$ 2,71 para R$ 2,81. Até a bomba, e passando pelas distribuidoras, ainda são acrescidos os impostos, a mistura obrigatória de biocombustível e as margens de lucro e custeio de todas as etapas da cadeia. Nisso, chega, aos nossos quase R$ 6,00.

Paridade de importação
A nova alta dos combustíveis nas refinarias é reflexo, mais uma vez, da política de preços da Petrobras, que é alinhada ao mercado internacional. Foi por causa da metodologia que, após altas frequentes dos preços no início do ano, o ex-presidente da estatal, Roberto Castelo Branco, deixou o cargo sendo criticado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em seu lugar, assumiu em abril o general Joaquim Silva e Luna. A nova gestão havia mexido duas vezes nos preços desde então, reduzindo a gasolina em 2% em maio e em 1,9% em junho. O impacto nas bombas foi mínimo. Essa, agora, é a primeira alta do presidente; pressionada pela cotação internacional do petróleo que, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) já criava uma defasagem de 12% nos preços da gasolina no Brasil. Há espaço , com isso, para novo reajuste para cima.

Mais consumo, menos produção
A referência internacional usada pela Petrobras é o barril do petróleo do tipo Brent, que está cotado a US$ 76. Há um ano, estava US$ 45. A alta tem uma relação com a pandemia de coronavírus, com a cada vez maior retomada das atividades normais numa velocidade em que a produção do petróleo ainda não está acompanhando. É que, englobando os principais produtores do mundo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordou em cortar sua produção em 2020 em meio ao isolamento social que desacelerou as economias mundiais. Então, definiu uma retomada gradual que, agora, está implicando em pouca oferta e, com isso, altos preços. A entidade vem se reunindo para analisar a proposta de aumentar mais a produção, mas os países não estão chegando a um acordo. Além disso, o petróleo é negociado em dólar e ele, apesar de um recente alívio, ainda está em alta em relação ao real.


Provas de vida
O INSS divulgou calendário atualizado das provas de vida. A comprovação, suspensa em função da pandemia, voltou a ser obrigatória mês passado.


Lei do Superendividamento sancionada
Destaque recente da coluna, a “Lei do Superendividamento” foi sancionada pelo presidente Bolsonaro. Pode ser consultada pelo número 14.181. Mudanças importantes foram aprovadas. Dentre elas, mais transparência nos contratos de crédito e nas publicidades. Propagandas de empréstimo do tipo “sem consulta ao SPC”, por exemplo, ficam proibidas; bem como o assédio sobre o consumidor. Ainda, fica criada a possibilidade de repactuação de dívidas com audiência conciliatória que reúna vários devedores; quase nos moldes de uma recuperação judicial de empresas. Bolsonaro vetou alguns trechos. Dentre eles, o que proibia vender empréstimos como “sem juros”, quando a taxa é embutida nas parcelas. Entendeu que a regra limitaria a liberdade das financeiras em ofertar o crédito com os custos que entenderem adequados.


Oficial! Auxílio emergencial federal vai até outubro
O presidente Jair Bolsonaro oficializou a prorrogação, por mais três meses, do auxílio emergencial federal. O benefício foi criado no ano passado para ajudar as pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia. Ao público geral, foram cinco parcelas de R$ 600,00 e, após, mais quatro de R$ 300,00. O auxílio voltou neste ano, diferente, com pagamentos de R$ 150,00 a R$ 375,00, dependendo do perfil do beneficiário: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150. É nesse formato que vale a extensão, agora até outubro.

Regras: O auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível ao emergencial até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.


Bolsa Família “turbinado” em novembro
Feito o anúncio de mais uma rodada de auxílio emergencial, o Governo Bolsonaro voltou as atenções ao Bolsa Família. Em vídeo publicado nas redes sociais do presidente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o benefício deve ter um aumento de, pelo menos, 50% em seu valor para substituir o auxílio emergencial, já a partir de novembro. Será parte da plataforma eleitoral de Bolsonaro para 2022.

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