Benefício está em alta no e-commerce, mas já existe adaptado à compras físicas também

A pandemia impulsionou as vendas pela internet. Forçou empresas a investirem no meio digital; e trouxe mudanças nos perfis dos consumidores, muitos já não usando o e-commerce apenas para grandes compras, mas com um consumo mais contínuo. O fenômeno aumentou a concorrência e também acabou acelerando a popularização de uma importante ferramenta de fidelização: o cashback. Mais e mais marcas, dos mais diversos segmentos e portes, estão fazendo uso do sistema onde o cliente paga o produto e recebe parte do dinheiro de volta. Tem em lojas do varejo, bancos, corretoras, várias modalidades… Te interessou?

O que é?
O cashback (dinheiro de volta, em tradução do inglês) é quase um programa de pontos; desses que você provavelmente já conhece e usa. Só que ao invés de ganhar uma determinada pontuação com a compra para trocar por produtos e serviços, você recebe diretamente um valor em dinheiro de volta. É como uma recompensa da empresa por você ter optado por ela.

Ganho quanto?
Quem decide o quanto devolve ao cliente é a empresa, então a porcentagem varia de loja para loja e de produto para produto, dados os interesses e possibilidades de cada organização. Não existe um percentual de cashback mínimo ou máximo. Tem de 1%, 15%, por aí vai…E existem diferentes tipos de programas de dinheiro de volta; às vezes atrelados a itens específicos, às vezes a todas as compras. É importante entender bem as regras específicas de cada vendedor.

Cai direto na minha conta?
As regras do cashback variam de empresa pra empresa, então, dependendo da situação, o valor pode ser transferido para a conta bancária do consumidor. Em alguns casos, não. Há marcas onde o dinheiro de volta só pode ser usado com a mesma loja ou, então, dentro do mesmo aplicativo que gerenciou a transação. Isso constará nas regras. Há ainda os casos onde a oferta de cashback permite, dentro das carteiras digitais que a gerencia, o pagamento de contas, dentre outras demandas.

Dinheiro não volta direto da empresa
No mercado, hoje, o cashback não costuma ser diretamente operacionalizado pela empresa que comercializa seus produtos e oferece o benefício. Há uma terceirizada, por trás da transação, que funciona quase que na mesma lógica das bandeiras dos cartões de crédito. Dentre as mais conhecidas está a Ame Digital e a Méliuz. No geral, o cliente faz um cadastro nessas gerenciadoras e, nelas, localiza as marcas parceiras que oferecem cashback. É esse intermediário que garantirá a operação do dinheiro de volta; aparecendo, na finalização da compra, como uma das opções de pagamento da loja. Eles não têm custo ao cliente.

Falando nas operadoras…
Ame e Méliuz são as mais conhecidas, mas as gerenciadoras de cashback têm evoluído com a popularidade da ferramenta. Recentemente, a Magazine Luiza lançou seu programa próprio de cashback pelo App Magalu; uma alternativa própria aos “terceirizados” que são usados pela maioria das lojas. Dentro do aplicativo que gerencia o dinheiro de volta, o cliente pode usar o saldo para novas compras na própria loja. Mas assim como nas outras carteiras digitais, o da Magazine ainda permite pagar contas de consumo, como água e luz. E não são os únicos. Alguns aplicativos de viagens e de delivery também possuem sistema próprio de dinheiro de volta. A carteira digital do Pic Pay é outra opção de operadora de cashback, com oferta de devolução no pagamento de contas e, mais recentemente, também em compras em lojas parceiras.

Que cuidados tomar com o cashback?
Um primeiro cuidado importante com o cashback é entender o quão atrativa verdadeiramente é a promoção. Então, cuidado para não se deixar levar pelos anúncios e comprar em lojas só pelo dinheiro de volta quando, em outras, você poderia conseguir o produto com um valor bem menor. A pesquisa continua importante.

É preciso também entender as regras; do quanto você ganha de volta, em qual prazo e de quais são as opções do que você poderá fazer com o dinheiro devolvido. E como em toda compra on-line: atenção aos golpes! Pesquise no Google, em portais como o Procon e o Reclame Aqui, sobre a reputação da empresa onde você está comprando. Ainda confirme a segurança do site pelo seu navegador. Cuide, assim, para não cair em sites falsos, pensados com o intuito de roubar seus dados ou o seu dinheiro.

O que as empresas têm a ganhar?
A principal vantagem da oferta do cashback às empresas é a fidelização do cliente. Afinal, é atrativo comprar e ainda receber dinheiro com a compra , então pega bem pra organização e isso é um diferencial perante o consumidor. A ferramenta também é um incentivo extra para que a grana recebida de volta seja gasta, novamente, na própria empresa. Além disso, dentro dos aplicativos que gerenciam o cashback, a empresa recebe divulgação, o que amplia o alcance da marca diante de novos públicos.

DICA
Organização financeira leva ao sucesso das empresas
Muito se houve falar de que os negócios não vão bem, de que quase não estão vendendo e até mesmo de que muitos empresários estão pensando ou mesmo fechando seus negócios. Nessas situações, acabamos usando a desculpa da pandemia que afetou o mundo. Pode ser até que isso tenha contribuído muito para as empresas estarem em situações difíceis. Porém, cabe salientar que se as empresas estivessem financeiramente organizadas e preparadas para enfrentar as dificuldades, a situação poderia ser muito diferente.

Uma empresa que não é organizada financeiramente, ou seja, que não sabe qual o valor das vendas, das despesas, do lucro, e que não tem um planejamento do futuro, provavelmente não atingirão o sucesso em seu negócio. Por que por exemplo, do que adianta vender muito se o lucro é pouco. Ou do que adianta ter um bom faturamento se o dinheiro acaba indo todo para as despesas.

Então, para que sua empresa tenha sucesso, tudo isso deve ser controlado e estar equilibrado.

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