É claro que as dívidas nem sempre são algo ruim. As possibilidades de financiamento facilitaram muito o acesso a diversos bens e serviços. Isso é ótimo, mas acabou abrindo caminho para a perda de controle e o endividamento excessivo. O problema começa quando passamos a deixar muita coisa, todo o mês, para o pagamento futuro. É quando as coisas apertam, quando os juros sobre as dívidas começam a corroer a minha renda e eu começo a fazer dívida em cima dívida para tentar me equilibrar. A tal bola de neve, da qual tanto falamos. E são vários os fatores que podem levar uma pessoa ou uma família a esse tipo de desequilíbrio, como veremos a seguir. A solução pra eles, não têm outra, passa pelo planejamento. Confira!

As despesas sazonais
Essas são aquelas que ocorrem sempre em uma determinada época do ano. É o pagamento do IPTU em abril, do IPVA em dezembro, do material escolar em fevereiro, por aí vai. Também são sazonais as despesas com datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal e aniversários. E apesar de serem praticamente fixas, elas impactam o orçamento de muitas famílias que, sem planejamento, por vezes têm que contratar operações de crédito para deixá-las em dia. Aí a dívida está feita. Se você sabe que aquela conta virá e quando virá, reduza a possibilidade de se endividar planejando o seu orçamento previamente. Se não houver espaço na sua renda pra pagar essas despesas é porque algo está bastante errado e você precisa repensar seus gastos.

O marketing sedutor
Técnicas de venda das mais variadas, impulsionadas pelas novas tecnologias que direcionam o marketing diretamente pra você, quase como se lessem a sua mente, são um prato cheio para aquelas compras por impulso que desequilibram qualquer orçamento. A falta de autocontrole diante das promoções – algumas, na ponta do lápis, nem tão promoções assim – podem levar ao superendividamento. O jeito é ficar atento e ter olhar crítico aos milhares de conteúdos publicitários aos quais somos expostos diariamente. Pense bem se você precisa daquilo e , se sim, se não pode esperar mais para comprá-lo à vista, sem fazer uma dívida. Tenha compromisso com o seu planejamento financeiro pessoal e familiar.

Um padrão “sem padrão”
É uma das principais regras da educação financeira: o seu padrão de vida precisa ser adequado a quanto você ganha, a sua renda, e não o contrário. Porém, nem sempre é o que se vê. Tem muita gente por aí que gasta muito mais do que recebe. Com as facilidades do crédito fácil, compram em excesso, ficam superendividadas e entram naquela famosa bola de neve. É preciso saber elaborar corretamente seu orçamento, conhecendo o que você ganha, o que você tem de despesas fixas e variáveis; e o quanto sobra pra guardar dinheiro e, só aí, gastar com coisas supérfluas.

A redução de renda sem a redução de despesas
Na linha de não ter um padrão de vida de acordo com a renda, essa é uma questão importante de ser avaliada, pois pode ser a porta de entrada para o superendividamento. A perda de emprego, por exemplo, ou de alguma parte da renda familiar precisa, também, acompanhar uma redução nas despesas. É cortar, talvez, um serviço de streaming; ou diminuir o tempo com o ar condicionado ligado diante de alguma situação de aperto. São fundamentais essas revisões do orçamento pessoal e familiar.

Emergências que acontecem
Ninguém está livre de imprevistos na vida. Casos como o de algum problema com o carro ou uma doença na família são comuns, infelizmente. Contudo, mesmo conhecendo bem essa imprevisibilidade, muita gente não tem separada uma reserva para atender as emergências. Acaba, com isso, também entrando no endividamento. Aquela dica do planejamento vale aqui mais uma vez. Ao entender o que entra e o que sai de dinheiro todo mês, é preciso se organizar para tirar uma fatia praquela poupança (ou seguros) que cubra essas eventualidades. Elas acontecem!

Separação dos bens, mas não dos gastos
Essa acontece com muitos casais no momento do divórcio. Há dificuldade com a separação dos bens pois gastos que eram únicos do casal, como conta de água, luz e internet, passam a ser pagos de forma individual. Na outra ponta, é claro, a renda também muda, cada um tem a sua. E há casos onde existem as despesas dos filhos, por vezes com pensão alimentícia também. É um momento difícil, psicologicamente, mas que também precisa ser pensado com a reorganização do orçamento. Há quem esqueça desse importante detalhe e acabe ficando enrolado rapidamente.

Falta de conhecimento
O fato de as pessoas desconhecerem de planejamento financeiro, do impacto do pagamento de juros e mesmo da leitura de contratos é chave para o endividamento, em muitos casos. E há várias formas e espaços para buscar esse conhecimento; da mídia especializada a entidades ligadas às relações de consumo, como o Procon e o próprio Banco Central. É preciso estar bem informado, sempre.


Boletos por WhatsApp
O Banco do Brasil se tornou pioneiro no País ao liberar a emissão, consulta e alterações de boletos bancários pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O sistema de cobrança bancária por chat foi lançado nesta semana e, segundo a instituição financeira, beneficiará principalmente pequenos empreendedores.

Para usar a ferramenta, o cliente deve acessar o WhatsApp da instituição e iniciar uma conversa com o especialista PJ, o assistente virtual do banco no aplicativo, digitando “#PJ”. Em seguida, basta escrever “Preciso registrar um boleto” para aparecerem instruções na tela de conversas. O aplicativo pedirá as informações do pagante (CPF, nome, endereço, complemento) e os detalhes de pagamento (valor, vencimento). O boleto é gerado assim que as informações forem confirmadas, com o cliente podendo encaminhá-lo ao destinatário.

O recurso também permite a realização de consultas, quando o usuário digita “Preciso consultar um boleto”. Os documentos podem ser alterados com o comando “Preciso alterar um boleto”. As duas opções permitem a geração de um PDF para compartilhamento.


Educação fiscal
O 2º Concurso de Educação Fiscal está com inscrições abertas até o dia 30 de setembro. Voltado para a participação de estudantes do Rio Grande do Sul, tem como tema desta edição “consumo consciente e desenvolvimento regional”. A iniciativa é do Grupo Estadual de Educação Fiscal do Rio Grande do Sul (Gefe/RS). As inscrições devem ser feitas no site Educação Fiscal: http://www.educacaofiscal.rs.gov.br/ .

O objetivo é estimular o debate em sala de aula sobre o tema da cidadania fiscal, através da compreensão dos conceitos básicos da Educação Fiscal e da importância do consumo consciente para o desenvolvimento regional.


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