Cada vez mais brasileiros têm contraído empréstimos colocando imóveis como garantia. Dados do Banco Central mostram que a demanda pela modalidade cresceu 61% em 2020 na comparação com 2019. Foram R$ 4,6 bilhões contratados. Segundo a plataforma de crédito imobiliário CrediHome, a extensão da crise gerada pela pandemia alavancou um crescimento ainda maior em 2021. Aumentou 238% a contratação do produto no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. É a popularização de uma linha já bastante usada no exterior, mas que, até então, tinha uma procura relativamente baixa no Brasil. Quer saber o porquê disso?

Condições de pagamento são mais atrativas
Indo direto ao ponto, a procura pelos empréstimos com imóveis como garantia têm crescido porque as condições de pagamento deles costumam ser melhores. Veja: a instituição financeira que está emprestando o dinheiro tem uma garantia robusta para o caso de o cliente deixar de pagar as parcelas: a casa dele. Sendo assim, assume riscos reduzidos de calote e, com isso, pode oferecer taxas de juros que são mais atrativas.

No mercado, as ofertas de empréstimos variam entre R$ 30 mil e R$ 3 milhões; com prazo de pagamento de até 20 anos e, no geral, taxas de juros que giram em torno de 12% ao ano. É percentual bem menor que um crédito pessoal, que gira em torno dos 119%; ou até de um crédito consignado, que gira em torno dos 20%. Isso, sem falar em cheque especial e cartão de crédito, que são os principais vilões do endividamento.

Por que contratar?
O boom dos empréstimos com imóveis como garantia é explicado por especialistas, justamente, como a percepção dos brasileiros de ir atrás das taxas mais atrativas que a modalidade oferece. Com o endividamento em alta, afinal, é vantajoso trocar dívidas que têm custo/taxa de juros maior por uma outra, como essa, que é mais barata. Em segundo lugar, um nicho que se fortaleceu foi para o mundo empresarial, com empreendedores buscando a modalidade para abrir um negócio ou injetar dinheiro para o fluxo de caixa; aproveitando o tempo estendido para pagamento.

Entenda como funciona a contratação
É possível pegar emprestado, dando o imóvel como garantia, um montante correspondente a até 60% do valor de avaliação do bem. A pessoa com um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, pode contratar até R$ 180 mil; o que também é dado como um atrativo. Na contratação, é feita uma análise de crédito e avaliada a garantia. Há instituições que aceitam fazer negócio com pessoas já negativadas, com o nome sujo, o que atrai os endividados.

O imóvel fica, então, vinculado ao banco em “alienação fiduciária” até que a conta esteja paga. Em linhas gerais, esse bem não pode ser vendido nesse meio tempo. Havendo negociação de venda, é preciso que o comprador, primeiro, quite o saldo devedor junto ao banco e, então, corre um prazo para que seja dado baixa no empréstimo e ocorra a troca da propriedade. Sem o saldo quitado com a instituição financeira, não ocorre venda.

Outra regra é que não se pode colocar um mesmo imóvel como garantia de um segundo financiamento paralelamente. É regra do Banco Central. Além disso, o bem dado como garantia não precisa, necessariamente, estar no nome de quem está pegando o dinheiro emprestado. Nesses casos, no entanto, o dono tem que estar ciente da operação. Sua assinatura terá que constar junto no contrato com a financeira.

Mas atenção!
É óbvio, mas importante alertar que o contrato de um empréstimo com imóvel de garantia tem que ser feito com planejamento e responsabilidade. Afinal, a inadimplência pode levar à perda do bem para o banco. Então, cuidado ao assumir a dívida sem, antes, colocar na ponta do lápis a sua vida financeira para ter certeza de que você terá condições, mesmo, de pagá-la todo mês.

De praxe, o que ocorre com os devedores, é um período de cerca de quatro ou cinco meses de “cobrança amigável” até que a instituição financeira entre, efetivamente, com um pedido de leilão da casa ou apartamento. Mas é claro que há espaço para renegociações. O banco dificilmente quer chegar a esse extremo – ele vai ter que arcar com taxas e ainda corre o risco de o leilão não ser bem sucedido – mas a possibilidade existe e tem de ser observada. Então, planeje-se para não cair em armadilhas!


Não para de subir
A nova alta no valor dos combustíveis nas refinarias, em vigor desde sábado, dia 9, elevou o preço médio da gasolina comum em Montenegro para R$ 6,47. É o que mostra pesquisa realizada pela coluna nessa terça-feira em oito estabelecimentos. No final de setembro, o valor médio encontrado era de R$ 6,18.

O aumento do valor foi promovido pela Petrobras após 58 dias de estabilidade. A empresa diz que “esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”. A decisão reflete parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta ainda limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global.

Nas refinarias, o preço médio da gasolina passou de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, com reajuste médio de R$ 0,20 por litro. Até chegar nas bombas, ainda há o acréscimo de impostos, custos de operação, distribuição e a margem de lucro dos demais integrantes da cadeia do produto.

No mesmo dia, subiu também o gás de cozinha. O preço médio passou de R$ 3,60 para R$ 3,86 por quilo. Aqui em Montenegro, o P13 sai por cerca de R$ 110,00.

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