Foto: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nessa semana uma nova rodada de flexibilizações no pagamento dos financiamentos habitacionais. É mais ou menos nos moldes das oferecidas no ano passado, também em função dos efeitos econômicos da pandemia de coronavírus; só que mais restritivo. A possibilidade de “pausa” no pagamento das parcelas passa a ser oferecida apenas para beneficiários do Auxílio Emergencial Federal ou do Seguro Desemprego. Já ao público em geral, que abrange qualquer cliente com imóvel financiado pelo SBPE ou na modalidade do FGTS, será oferecida redução de até 75% no valor das parcelas de financiamento, por um prazo limitado.

Veja as possibilidades
• Redução de até 25% da prestação por, no máximo, seis meses;

• redução de 25% a 74,99% da prestação por, no máximo, três meses, mediante autodeclaração de perda de renda;

• redução acima de 75% da prestação, apenas mediante comprovação documental da perda de renda e avaliação pela Caixa;

• suspensão do pagamento das parcelas por até seis meses a quem estiver recebendo o Auxílio Emergencial em 2021 ou o Seguro Desemprego.

É uma boa ideia?
Segundo a Caixa, as condições contratuais não serão alteradas para quem solicitar o benefício. Ou seja, tanto o prazo de financiamento quanto a taxa de juros estabelecida no contrato inicial serão mantidos. O banco também coloca que os valores que não foram pagos durante os meses em que foi concedido o auxílio serão incorporados ao saldo devedor do contrato e diluídos no prazo remanescente para pagamento.

Em outras palavras, o período não é estendido e as parcelas, quando retomadas, ficarão mais altas com o acréscimo do valor que foi suspenso ou reduzido. Nessa linha, também aumenta o valor sobre o qual incidem os juros. Então, por mais tentador que seja fazer a adesão à novidade, cuidado! Opte pela modalidade apenas se você não tem, realmente, condições de pagar.

Como solicitar?
Para solicitar a pausa do financiamento imobiliária, o cidadão pode usar o aplicativo “Habitação Caixa”, disponível para download em smartphones, ou ligar para o telefone 0800 104 0104. Já para solicitar a redução do pagamento, o atendimento é exclusivo pelo aplicativo, segundo o banco, que segue como o principal financiador da casa própria no País.


Pronampe mais caro, mas vantajoso
Criado no ano passado, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Pronampe, nasceu com o intuito de ajudar empresas prejudicadas pelas restrições impostas em meio à pandemia. Facilitou o acesso ao crédito com juros anuais reduzidos à taxa Selic (hoje em 3,5%) + 1,25%. Foram emprestados, segundo o Ministério da Economia, mais de R$ 37,5 bilhões para quase 517 mil empreendedores em 2020.

Agora, após muita expectativa, o Pronampe está de volta e de forma permanente. A lei foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira e, no momento, o novo formato do crédito vem sendo operacionalizado. Os juros aumentaram bastante na comparação com o ano passado. Vão custar, por ano, a Selic + 6%. Mas segue sendo vantajoso em comparação a outras linhas do mercado. O prazo para o início do pagamento é de onze meses; e o valor poderá ser dividido em até 48 parcelas.

Poderão acessar o crédito microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano; e pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões. O valor emprestado não pode passar de 30% da receita bruta da empresa no ano de 2019. Às empresas com menos de um ano de funcionamento, o limite é a metade do capital social ou 30% da média do faturamento mensal.

A empresa que optar pelo financiamento precisa manter o atual número de empregados, não havendo justa causa, por até 60 dias após a última parcela. O objetivo é a manutenção do emprego. O crédito pode ser usado para investimentos e custeio de despesas operacionais. A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) avalia que os recursos estarão disponíveis na segunda quinzena.


Vem aí o 1º Feirão Digital da Casa Própria
Falando em imóveis, a Caixa anunciou seu 1º Feirão Digital da Casa Própria. Será entre os dias 25 de junho e 4 de julho. Online, o formato vai permitir que os interessados conheçam as opções por uma plataforma digital; onde também poderão ser feitas simulações de financiamentos e tiradas dúvidas por site. Segundo a instituição, o feirão contará com 180 mil imóveis de todas as regiões do país e participação de mais de 600 construtoras. Ofertados, também, estarão imóveis que foram retomados pelo banco; e estarão disponíveis sem valor de entrada; 100% financiados.


Auxílio emergencial federal deve ser prorrogado
Durante evento do Bradesco BBI nessa terça-feira, dia 8, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou sobre a prorrogação do auxílio emergencial federal. Fazendo referência ao avanço da vacinação e a previsão de governadores de ter a população adulta imunizada com a primeira dose até setembro, ele disse que o auxílio seguirá, pelo menos, por mais três meses. “Se for necessário estender (o auxílio) para outubro, tudo bem. Mas agora estamos prorrogando por dois ou três meses”, disse. A prorrogação ainda não é oficial.


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