Sócia de clínica de odonto, Helena confirma que o setor tem se destacado. foto: Arquivo/Jornal Ibiá

Dados do Caged apontam que prestadoras representam 70% do índice empregatício positivo do município em 2018

O levantamento mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana, aponta um índice positivo para Montenegro neste ano. Entre janeiro e maio, o saldo de contratações – medido pelo total de admissões menos o total de demissões – chega a 654 na cidade. E o principal setor responsável pelo índice é o de serviços, que representa cerca de 70% do índice das novas vagas abertas.

Embora o mês de maio tenha ficado com o índice negativo de -28, o montante anual, até agora, é motivo de comemoração
CRÉDITO: Reprodução/Internet

Analisado individualmente, o mês de maio traz saldo negativo, com 586 admissões e 614 desligamentos. Junto do montante dos demais meses do ano, no entanto, o índice dos 654 positivos é motivo de comemoração. O último ano, afinal, foi encerrado com um índice de apenas 34 e, em 2015 e 2016, o levantamento foi negativo, fechando em -103 e -145, respectivamente. Portanto, naqueles anos, mais se demitiu do que se contratou na cidade.

Atuando no setor de serviços em Montenegro, a nova unidade da Sorrifácil Implantes foi inaugurada em novembro do ano passado, mas, tendo contratado neste ano, também ajudou a elevar o índice de contratações na cidade em 2018. Ao todo, no estabelecimento atuam cinco funcionários e oito dentistas. Em sua maioria, são profissionais montenegrinos.

E a sócia Helena Momesso comemora os bons resultados da empresa, que estão atendendo à sua expectativa. Ela avalia que, dentro dos serviços, a área da odontologia tem especialmente se destacado. “Hoje está bem em alta. As pessoas têm mais informação, com a internet, e procuram maiores cuidados com os dentes”, constata. De acordo com o Caged, o setor de serviços foi o que mais gerou novas vagas em Montenegro este ano: 456.

RS tem a pior colocação do país no ranking do Caged
Em âmbito estadual – somando e diminuindo o índice de todos os municípios gaúchos – já há dois meses o Rio Grande do Sul é apontado como negativo na geração de empregos pelo Caged. Individualmente, em maio, o RS é o pior do país no ranking, seguido por Santa Catarina. O saldo negativo chega a 10.727, com a abertura de 83.192 vagas formais e o fechamento de 93.919. No mesmo período de 2015, 2016 e 2017, os índices já eram negativos. Por segmentos, o setor da agropecuária foi que teve o pior desempenho. Apenas a construção civil ficou com índice positivo, mas, mesmo assim, baixo: apenas 20.

Como um todo, Brasil teve índice positivo de 34.254
Ao computar os dados nacionalmente, o índice de empregos em maio é apontado pelo Caged como positivo. Ele chega a 34.254. Ao contrário do que se percebeu no Rio Grande do Sul, o valor no Brasil é impulsionado pelo setor agropecuário – principalmente pela produção de café e de laranja em São Paulo. No plano nacional, os setores de comércio e de indústria da transformação tiveram índices negativos de contratação no mês.

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