Almoço reuniu cerca de 100 pessoas no Salão Branco do Clube Riograndense

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Montenegro e Pareci Novo reuniu o empresariado e entidades locais para sua reunião almoço nessa quarta-feira, 27, no Clube Riograndense. O tema foi parecido com o do evento do ano passado: focou nas perspectivas econômicas, mas, agora, pós-eleições.

Neori Abel, diretor executivo do Sicredi Ouro Branco e com 32 anos de experiência no sistema financeiro, foi o escolhido da vez para falar na reunião. O principal apontamento dele foi de que a euforia pelas possíveis boas novas na economia com a troca de governo já passou. Um bom 2019, segundo ele, vai depender de um melhor alinhamento do governo federal em Brasília e das imprescindíveis reformas – como ele fez questão de frisar várias vezes durante a breve fala.

“A gente está saindo da crise, mas de uma forma bem devagar. Gerou certa frustração”, colocou. “Para crescer, não há um entendimento na parte política, então já estamos revendo nossas expectativas.”

Se a Reforma da Previdência passar, Neori estima que o PIB brasileiro aumente em 2% em 2019. O índice ainda é pequeno e mostra o quão difícil está sendo sair da crise econômica iniciada em 2014. “Voltar a crescer não é nem um pouco fácil”, comentou.

Sem reforma, o palestrante já disse que o crescimento do país não passa de 1%. O especialista estimou, ainda, que a inflação fica em 3,7% em 2019.
Nem tudo é ruim, no entanto. Aos empresários, Neori trouxe que o consumo deve ser o pilar do crescimento neste ano. A diminuição dos índices de endividamento da população, a maior confiança e os juros menores reforçam o sentimento de que, apesar de abaixo do esperado, este será um ano melhor do que o anterior. “Ainda está ruim, mas já foi pior”, salientou.

O encontro também abordou o mercado internacional e seus reflexos por aqui. Tratou da queda de braço entre China e Estados Unidos; da crise na Argentina; e das incertezas no Reino Unido. O diretor do Sicredi falou, ainda, da recente aproximação do governo brasileiro com o norte-americano. “Ser parceiro e fazer negócios com os Estados Unidos é bom. As outras coisas têm que avaliar. O nosso governo se mete em muita coisa que eu acho que não deveria nesse momento”, opinou o convidado.

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