Fábrica de tratores no Distrito Industrial também mudou o jogo no Município em termo de arrecadação de ICMS. FOTO: DIVULGAÇÃO

A Indústria e a Construção Civil foram os setores que mais geraram novos postos de emprego em Montenegro durante os três primeiros trimestres de 2021 (de janeiro a setembro). Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, compilados no Caged, as empresas com atividade industrial criaram 290 novas vagas no período. Já as voltadas à Construção Civil, 230. Bem mais longe no ranking, o setor de Prestação de Serviços tem saldo de 156 postos abertos; seguido pelo Comércio, com 92, e a Agropecuária, com 7. Os índices são calculados pela diferença entre o número de trabalhadores contratados e o número de demitidos.

Eles mostram que, inegavelmente, o segmento de destaque dentro do Município é o dominado pela John Deere. A atividade de fabricação de tratores e máquinas agrícolas gerou 276 novos empregos em 2021, até setembro; 35,6% do total de oportunidades com carteira assinada criadas em Montenegro no período. É um forte indicador da recuperação do segmento que, nos mesmos meses de 2020, havia extinguido 63 postos de trabalho formal. Neste ano, a grande maioria dos contratados na atividade foi de nível médio completo.

No segundo lugar entre os setores que mais criaram vagas nos primeiros nove meses de 2021, a Construção Civil contratou bastante, porém, em atividades mais diversas. Um destaque especial foi aos trabalhadores ligados a obras de infraestrutura em rodovias, com a criação de 126 postos; a maioria para pessoas com Ensino Médio incompleto. O segmento de construção de edifícios abriu 46 postos; a maioria pra pessoas com Fundamental incompleto; e o de instalações industriais, 31 vagas; a maioria pra trabalhadores com o Ensino Médio completo.

Os números de setembro
O Ministério do Trabalho fechou a análise dos primeiros três trimestres de 2021 com a divulgação dos dados de setembro nessa última semana. No geral, o nono mês do ano apresentou saldo de 35 postos de trabalho formais criados. É mais um período de geração de empregos com carteira assinada, ainda que em níveis mais baixos do que em meses anteriores. O saldo de setembro é resultado de 701 demissões contra 736 contratações.

Para o mês, a análise setorial também traz a Indústria, com a fabricação de tratores e máquinas agrícolas, na frente. O segmento gerou 59 novas vagas. Tiveram resultados negativos, porém, os segmentos de abate de aves (-48) e o de fabricação de itens de plástico (-18). Com isso, o setor fechou setembro com um saldo de 24 vagas criadas.

Empatadas em segundo lugar no ranking, estão o Comércio e a Construção Civil com saldo de doze novos postos de trabalho formais. No Comércio, o destaque foi o segmento de atacado de bebidas; e, na Construção Civil, o ligado a obras em rodovias.

Pouco relevante em termo de geração de empregos, o setor Agropecuário teve saldo negativo de dois postos extintos, com demissões ligadas à pecuária. Com o pior resultado do ranking pelo segundo mês seguido, a Prestação de Serviços amargou o fechamento de onze postos. Não houve, porém, nenhum segmento de impacto considerável, tendo sido os desligamentos pulverizados em atividades ligadas à saúde, rotinas administrativas, finanças e recreação.

 


 

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