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Especialistas e operadores do segmento acreditam na recuperação do setor em 2017, mas por outros fatores

A injeção de R$ 40 bilhões na economia, através das contas inativas do FGTS já a partir de março, gera a expectativa de aquecimento no consumo das famílias. Mas nem todos os setores devem se beneficiar com essa medida, ou pelo menos devem ocorrer alterações pouco significativas. É o caso do mercado imobiliário. Depois de uma fase de “euforia” a partir de 2008, a recessão atingiu o setor há dois anos.

JOSÉ Roberto Melo Bellina: “Quem quer imóvel já pode sacar o FGTS”

O coordenador do Núcleo de Corretores, José Roberto Melo Bellina, entende que o reflexo desse recurso para compra de imóveis deve ser pequeno. “Eles (clientes) já têm a oportunidade de utilizar o saldo do FGTS no financiamento e na aquisição direta, isso com as contas ativas do Fundo. Mas as inativas entendo que não devam influenciar”, argumenta.

corretor Saul Schoenell diz que muita gente tem pouco a receber

Leitura semelhante faz o corretor Saul Schoenell. “São muitas contas inativas, mas os valores médios não são tão altos. Muita gente deve colocar outros compromissos em dia. Poucos talvez usem esse dinheiro no mercado imobiliário. Não espero que isso interfira”, analisa.

  Sirio Richter
empresário Sirio Richter está otimista com a macroeconomia

Com oferta de imóveis novos e na planta, a visão do empresário Sirio Richter é de que, com esse montante circulando, a construção civil pode voltar a aquecer o mercado imobiliário, ainda que indiretamente. “O mercado precisa de valores e mercadoria todo mundo tem para vender”, destaca Richter.

Em uma perspectiva macroeconômica, com a queda dos juros e controle da inflação, o mercado deve se interessar por ativos mais atraentes. “E os imóveis sempre foram um investimento seguro”, avalia o empresário.

Já se percebe uma recuperação do setor imobiliário de seis meses para cá, segundo Roberto Bellina, que aposta em uma recuperação mais vigorosa com as novas faixas de renda para financiamento de imóveis. Elas já estarão em vigor a partir de março. “Talvez haja crescimento em 2017”, acredita.

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