Passagens intermunicipais na Região Metropolitana encareceram em 6,66% para os passageiros

Junho começa com notícias não tão agradáveis e que devem pesar no bolso da população. Duas consideráveis despesas do orçamento das famílias tiveram reajustes anunciados. A conta de água e as passagens de ônibus intermunicipais passam a ser mais caras a partir deste mês.

A dos ônibus já está até valendo. As tarifas intermunicipais da Região Metropolitana de Porto Alegre têm a alta valendo desde o último sábado, 1º. O aumento é de 6,66%. Ele foi definido pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e autorizado no último dia 27 pelo Conselho Estadual de Transporte Metropolitano Coletivo de Passageiros.

Agora, a linha comum para Porto Alegre com saída de Montenegro passa a custar R$ 16,75. O direto, para a capital, chega aos R$ 23,25. A linha Montenegro x São Leopoldo pula para R$ 10,80; e a Montenegro x Novo Hamburgo, R$ 10,10. O trajeto para as universidades Unisinos e Feevale fica em R$ 12,00 para quem não tem o cartão de estudante; e para a Ulbra Canoas, R$ 12,95. A tabela completa com os preços está disponível no site da Viação Montenegro.

A Agergs justifica a alta com base na inflação dos principais itens que geram gastos ao setor. Valor do combustível, a manutenção dos veículos e a própria redução de passageiros são considerados no estudo que culmina no reajuste. No ano passado, as mesmas linhas tiveram ajuste médio de 9%.

Gerente da Corsan Montenegro, Lutero explica a lógica de reajustes da estatal
Corsan anunciou uma alta de 7,69% para julho
A mesma Agergs aprovou um aumento também na conta de água. Ele está valendo neste mês, mas só deve ser sentido nas tarifas que vencem em julho. A Corsan passa a cobrar 7,69% a mais pelo consumo. Poderia até ser pior, visto que a estatal sugeriu dois reajustes: um de 25,84% e outro de 13,54%, mas não foi atendida.

Conforme Lutero Fracasso, gerente da unidade montenegrina da Companhia, a alta se trata da revisão tarifária, que é feita, sempre, de cinco em cinco anos. “É uma revisão bem ampla”, explica. “Leva em conta a eficiência da empresa, as perdas ou algum possível resíduo que tenha ficado para trás nos reajustes anuais.”

A revisão não descarta o reajuste de conta que ocorre todo ano. Fracasso indica que este, anual, é feito para a atualização da inflação, assim como ocorre com o salário mínimo e outras tarifas, por exemplo. “É a correção pelas perdas no valor da moeda”, coloca. Ainda não houve este reajuste para o ano de 2019 e, segundo o gerente, ele independe da revisão posta em prática neste mês.

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