Preços dos alimentos essenciais seguem subindo nos mercados de Montenegro

Inflação. Reportagem realizou pesquisa em quatro mercados da cidade

Quem considera a carne um alimento indispensável no dia a dia já percebeu que o preço vem subindo nos últimos meses. Fazer aquela sobremesa para a família também não está fácil. Outro item tradicional na dispensa dos brasileiros que inflacionou desde o final de 2020 é o açúcar – tanto refinado, quanto o cristal. De acordo com dados do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a taxa acumulada de inflação somente em 2021 (até abril) é de 10,4%.

Apesar disso, a maior parte dos alimentos essenciais teve pouca variação de preço em comparação com a pesquisa anterior feita pelo Ibiá, em novembro de 2020. Um dos mais consumidos é o arroz branco, que está 6,55% mais barato neste ano (R$ 4,99 o preço médio mais barato nos mercados da cidade na pesquisa feita em 18 de maio de 2021, enquanto em novembro do ano passado o valor médio do item era R$ 5,34).
Em contrapartida, o feijão teve uma alta considerável no seu preço. Neste ano, o alimento está 16,31% mais “salgado” nos mercados montenegrinos. O açúcar refinado também inflacionou nos últimos seis meses: 15,37%. No entanto, nada supera a carne moída nesse ranking de alimentos essenciais que mais inflacionaram de novembro de 2020 até agora. O valor médio do alimento aumentou 19,98% no período: de R$ 34,94 em novembro do ano passado para R$ 41,92 em maio deste ano.

Valor médio do leite teve um leve aumento nos últimos semestres. Já o feijão, açúcar refinado e a carne moída
inflacionaram bastante

O montenegrino Luiz Henrique Reichow, de 63 anos, costuma pesquisar bastante os preços antes de fazer o tradicional rancho. “Como sou aposentado, tenho mais tempo para fazer esse levantamento. Muitas pessoas não conseguem, mas acho importante. Tem mercado na cidade que um determinado alimento é 50% mais caro ou barato que em outro mercado”, frisa.Ele salienta que não tem preferência por nenhum mercado no município e aproveita as pesquisas para não pagar mais caro em alguns alimentos. “Em um mercado compro bebidas, em outro hortifruti, não há preferência. É interessante ter muitos mercados na cidade, essa concorrência pode ser boa para o consumidor”, enfatiza.

Os preços estão subindo no Brasil desde setembro de 2019, antes mesmo do novo coronavírus chegar ao país. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa de inflação chega em 33,47%. Dos últimos 10 meses, por exemplo, somente em dezembro (0,76%) os preços subiram menos que 2% em um mês. A pesquisa realizada pela reportagem nessa terça-feira, 18, levou em conta os preços mais baratos de cada item citado na tabela ao lado.

Na ponta do lápis
No levantamento realizado pelo Ibiá em novembro de 2020, o valor total da lista de alimentos pesquisados no mercado mais “barato” foi de R$ 94,30, enquanto no mais caro o total foi de R$ 106,89, considerando todos os produtos da tabela. Já na pesquisa feita nessa terça-feira, a cesta básica mais barata custaria R$ 107,79 (um aumento de 14,31% em comparação com a mais em conta de novembro), enquanto a mais cara teria o valor total de R$ 129,30 (inflação de 20,97% em relação ao mercado mais “salgado” de seis meses atrás).

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