O recente veto da Arábia Saudita a alguns frigoríficos brasileiros não foi o único drama vivido pelas exportadoras de frango neste início de ano. A China concluiu na última sexta-feira uma investigação iniciada em 2017 sobre supostas práticas de dumping nas exportações da carne brasileira e passou a impor taxações para a entrada do produto no país. Com a medida, algumas companhias terão de pagar entre 17,8% e 32,4% para vender. Após um acordo, no entanto, o Grupo Vibra e a JBS – ambos com sede em Montenegro – conseguiram ficar isentos da decisão.

O dumping significa a ação de pôr a venda produtos a um preço muito inferior ao praticado no mercado. Segundo levantamento dos chineses, o frango brasileiro estava indo para o país com preços inferiores ao custo de produção, o que estaria provocando prejuízo ao setor avícola local.

Firmando um “compromisso de preço”, ao lado da JBS e da Vibra, outras doze empresas brasileiras estarão isentas da nova taxa de exportação. A decisão de manter a taxação às demais, no entanto, desagrada a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que argumenta que não houve nenhuma prática de dumping. Sobre o caso, o Brasil vinha negociando com a China há meses.

O país asiático é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na carne de frango, ficando atrás apenas da Arábia Saudita. Em 2018, 438,8 mil toneladas do produto brasileiro entraram no mercado chinês.

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