Índice ficou em 105 no Município. Todos os segmentos categorizados no Caged demonstram que demitiram mais do que contrataram no período. FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET

Índice registrado em Montenegro no Caged mostra que, mesmo com a maior confiança na economia, demissões ocorreram mais do que admissões

Apesar de todos os indicadores mostrarem um empresariado confiante no ano de 2019 e nas perspectivas com o novo governo federal, janeiro foi um mês de queda na geração de empregos em Montenegro e região. É o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, que foram divulgados na semana passada. No Município, somando as admissões e subtraindo as demissões, o índice ficou no negativo: -105.

No ano passado, mês a mês, era o contrário. As admissões vinham superando as demissões em Montenegro – uma mostra da gradual recuperação econômica após anos da crise iniciada em 2014. Janeiro de 2018, inclusive, já trazia um índice positivo de 136. A queda, na comparação com os dois períodos, chega a 177,2 %.

Prevaleceram as demissões em todos os segmentos medidos pelo Caged em janeiro deste ano. A extrativa mineral ficou com saldo -2; a indústria com -43; os serviços de utilidade pública com -1; a construção civil com -11; o comércio com -21; as prestadoras de serviço com -19; a administração pública com -1; e o agronegócio com -7.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Montenegro e Pareci Novo, Karl Heinz Kindel, os números são uma mostra de como o País ainda não está totalmente recuperado da crise. Isso se reflete por aqui. Ele cita fatores como o baixo crescimento do PIB e da taxa de investimento privado; o elevado endividamento da população; e a quase falência dos governos, que investem pouco e consomem mais do que deveriam; como demonstrativos da falta de sustento ao crescimento econômico e a geração de empregos.

Karl Heinz Kindel, presidente da ACI. FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

“Infelizmente, Montenegro está inserido neste contexto, sendo que, localmente, não ocorreu a instalação de uma grande empresa, nem está em andamento um grande investimento, o que poderia ter revertido o quadro negativo na região”, lamenta. Para Kindel, são cabíveis algumas ações locais para abreviar a recuperação econômica. “Se faz necessário o enfrentamento desta questão de frente, iniciando com um planejamento mínimo tendo esta pauta como norte. Obviamente, somente ideias no papel não bastam.”

O presidente da ACI avalia que, para isso, é necessária mais eficiência na máquina pública, menos burocracia, algumas políticas de incentivo mais definidas e uma infraestrutura melhor da cidade e do Distrito Industrial de Montenegro. “Os aspectos referidos são apenas exemplificativos, mas, se enfrentados, podem proporcionar uma reação econômica municipal mais rápida”, indica. “Do contrário ficaremos a reboque da lenta e gradual reabilitação da economia nacional.”

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