Bruna Moraes, do CIEE, Roque da Rocha e Nelson Timm. Agência promoveu atividade para incentivar e sensibilizar sobre a importância da qualificação profissional

Na avaliação da direção do Sine, há déficit de profissionais preparados para o mercado

Em um país que, segundo o IBGE, tem 13,4 milhões de pessoas desempregadas, qualquer vaga de emprego aberta é sinônimo de disputa. Quem acompanha esse fenômeno de perto é a direção da agência do Sine Montenegro que, intermediando a oferta de postos de trabalho das empresas da região, abre toda manhã com longas filas de montenegrinos na esperança de uma oportunidade. Eles avaliam que o panorama não é bom.

“O empresário ainda está muito com o pé atrás. Ele procura por gente qualificada e Montenegro está muito devagar”, lamenta o coordenador da agência local, Roque da Rocha. “Parece que as pessoas não querem se qualificar.”

Uma ponte entre as empresas e os trabalhadores em busca do emprego, o Sine recebe as demandas de empresários de toda a região, já com critérios bem definidos. “Quem dá o perfil é ele”, explica o técnico administrativo, Nelson Timm. “Ele vem e diz, eu quero esses cursos, essa experiência, essa idade. E nós precisamos seguir esses critérios ou eles deixam de pedir para nós os interessados.”

Acaba que há vagas que ficam na relação de ofertas do Sine por semanas, visto que não há mão de obra que atenda as exigências. “O empresário não quer contratar para depois ter que gastar com qualificação; ou ter que colocar outro funcionário do lado dele para ensinar”, coloca Timm. “Isso é perder dinheiro. O empresário não quer e não pode perder dinheiro na situação atual.”

Buscando sensibilizar os trabalhadores sobre a importância da qualificação, a agência sediou um dia diferente nesta segunda-feira, 20, marcando o Mês do Trabalho. Para promover a empregabilidade, firmou parceria com o CIEE, o Senac e o Senai, que marcaram presença no local para expor a oferta de capacitações na cidade e as diferentes oportunidades existentes que, muitas vezes, não são aproveitadas. “O Sine está aqui para isso”, resume Timm. “Para orientar o trabalhador nessas horas em que ele mais precisa.”

Trazendo dicas de como se portar diante da empresa para entrevistas de emprego, os agentes também distribuíram guias para inscrições na prova do Encceja, que é voltado aos jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos básicos na idade apropriada.
De manhã, ainda, uma empresa estava realizando processo seletivo para três vagas na própria agência. A atividade foi prestigiada pelo prefeito Kadu Müller e vereadores.

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