Exposição dá visibilidade à indústria, ao comércio e ao setor de serviços de Montenegro e Pareci Novo. Foto: Arquivo/Jornal Ibiá

Evento. Feira se consolida, amplia área física e começa a abrir espaço para atrações festivas na edição 2018

A menos um mês de sua realização, a quinta edição da ExpoACI exibe números que revelam crescimento fora do normal e, além disso, provam que Montenegro tem capacidade de organizar grandes eventos mesmo que a retomada da economia brasileira ainda esteja em marcha lenta. Até agora, a quantidade de expositores chega a 69, ou seja, um salto de 23,21% em relação ao ano passado, quando chegaram a 56. O período de inscrições dos interessados nos estandes segue aberto até a próxima sexta-feira, dia 30.

Apesar do avanço quantitativo, o presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montenegro e Pareci Novo, Karl-Heinz Kindel — entidade que promove a feira —, diz que tudo tem sido feito com os pés no chão, “um passo depois do outro”, até porque o projeto ainda passa por um processo de consolidação. “Não há malabarismos ou pirotecnia. Tudo tem sido pensado e executado dentro das condições financeiras da entidade, mas é inegável que se busca ampliar a ExpoACI a cada edição.”

Na avaliação do dirigente, a exposição permanece com caráter essencialmente empresarial, ainda que haja um desejo de torná-la gradativamente festiva. É por isto que uma das grandes inovações deste ano é a ocupação de parte da Praça Rui Barbosa e ruas do entorno (trecho da Ramiro Barcelos e da São João), além do Clube Riograndense. Assim, será possível abrigar empresas que demandavam espaço externo e, principalmente, se agregará a participação de food trucks e banca de chopp, atraindo um público local e regional ainda maior do que o registrado em 2017, que ficou em aproximadamente 3,5 mil visitantes.

Para Karl, a expansão do projeto é uma tendência natural. Desenhada dentro da ACI ainda em 2011, a feira vem criando ano a ano uma identidade com Montenegro e dando visibilidade aos setores industrial, comercial e de serviços. “Além de mostrarmos a cidade e seus potenciais, que ocupam posição de destaque no Vale do Caí, temos visto que Montenegro tem condições de alçar voos mais altos e de atrair mais investimentos.”

Funcionário da ACI, Leonardo Alex da Silva salienta que outra nova iniciativa neste ano será a Rodada de Negócios, um espaço reservado em que as empresas poderão apresentar seus trabalhos umas às outras a fim de gerar mais contatos e oportunidades. “Para este momento, que será no dia 20, das 15h às 17h, contaremos com o apoio técnico da Microempa de Caxias do Sul [Associação de Empresas de Pequeno Porte da Região Nordeste do RS]”, diz Leonardo. A grande adesão da comunidade empreendedora neste ano já fez com que a exposição atingisse seu ponto de equilíbrio, segundo ele. O crescimento da exposição seguirá sempre a proporção do fôlego do caixa da associação.

“Não visamos lucro, mas também não utilizamos nenhuma verba pública. Aliás, o uso da Praça Rui Barbosa será pago ao Município, sem contar que iremos entregá-la em condições melhores do que quando a recebermos para o evento. Faremos manutenção na iluminação, nas lixeiras, nos bancos. É um legado que deixaremos à nossa cidade”, acrescenta Karl.

A responsabilidade do meio empresarial
Na ótica do presidente da ACI, Karl-Heinz Kindel, a 5ª ExpoACI, que irá ocorrer nos dias 19 e 20 de julho, das 14h às 21h, demonstra que a comunidade empreendedora montenegrina engajou-se a um movimento em favor do desenvolvimento local. Mesmo que a economia brasileira ainda esteja patinando e que o setor público siga pautado por escândalos de corrupção, a classe tem se mostrado mais aberta para colaborar com assuntos extramuros. “Cada vez mais temos percebido que nem tudo depende de política e que não adianta mais ficar reclamando, imaginando que o Estado tem de fazer tudo. Enquanto empresários, temos responsabilidade de fazermos nossa parte, independentemente da gestão pública”, defende Karl.

Presidente da ACI, Karl diz que o empresariado montenegrino tem se engajado às questões do município, o que vai beneficiar a comunidade

E se a crise, de um lado, ainda não foi superada, de outro, percebe-se que perdeu força. É assim que ele interpreta o avanço de mais de 20% no número de expositores de 2017 para este ano. Sem cobrança de ingresso, a feira também irá inovar com sinal de internet gratuito na Praça Rui Barbosa, desde que o visitante se inscreva. Para cuidar da segurança do público, a comissão organizadora da ACI contará com o apoio da Brigada Militar, da Guarda Municipal e de empresas particulares.

Os resultados alcançados ao longo dessas quatro edições do evento fazem com que a entidade inspire iniciativas semelhantes em outro ponto do RS. A ACI de Santa Cruz do Sul, na região vizinha do Vale do Rio Pardo, tem buscado detalhes acerca do modelo montenegrino para implementá-lo por lá. Até mesmo o nome deve ser mantido.

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