Ajudar as pequenas empresas a sobreviverem à crise é ajudar a si próprio. FOTOS: PICTURE ALLIANCE

Iniciativas evidenciam a importância do apoio aos pequenos empreendedores nesse momento

A campanha organizada pela ACI, o Sindilojas, CDL Montenegro, Jornal Ibiá e Prefeitura Municipal tem buscado dar força aos pequenos empreendedores da cidade neste momento de dificuldade. Nessa primeira fase, está focada na sensibilização, estimulando o pertencimento ao fomentar que a comunidade auxilie os negócios que são da própria comunidade. Consumir dentro da cidade ajuda a nossa economia a enfrentar este período.

Mas é fácil perceber que esse movimento local não é único. Em nível estadual, nacional e até mundial, tem muitas empresas e entidades de peso que tem feito o mesmo. Há um movimento, cada vez mais forte, focado justamente nesse apoio.

Os exemplos são muitos; e talvez o mais marcante tenha vindo de marcas que estão nas mãos da maioria das pessoas. Facebook e Instagram criaram o sticker e a hashtag “Apoie as Pequenas Empresas”. Todos os usuários que marcarem a divulgação de sua empresa ou suas promoções em stories ou postagens terão seu negócio agrupado em uma espécie de vitrine virtual. Em tempos de restrições à circulação e ao funcionamento das lojas físicas, isso já tem feito a diferença. Outra novidade do Facebook, bem nesse sentido, é a página “Empresas nas redondezas”, que listará estabelecimentos próximos com a opção de enviar mensagens e até de fazer vendas online. O recurso deve estar disponível nas próximas semanas.

A Google também entrou nessa. Lançou um programa de mentorias para ajudar as pequenas e médias empresas brasileiras em meio à crise. Ainda anunciou 340 milhões de dólares em créditos de anúncios para pequenos empreendimentos no mundo todo, que vão poder fazer propagandas gratuitamente. “Com a pandemia da Covid-19, pequenas e médias empresas precisam, mais do que nunca, ajuda para manter seus clientes, receitas e funcionários”, afirmou Valdir Leme, head de marketing do Google Brasil.

Muitas das iniciativas têm sido voltadas a colocar os empresários também no meio online.
É a alternativa, em tempo de restrição à circulação

Visão vai além da concorrência
Outro exemplo bacana veio da Magazine Luiza. Em parceria com o Sebrae, a varejista abriu sua plataforma de vendas digitais, a “Parceiro Magalu”, para que outras empresas pudessem vender usando a ferramenta. Limitado a alguns estados brasileiros, o projeto é voltado aos MEI’s e permite que os negócios sejam conectados aos mais de 20 milhões de clientes da rede de lojas até 31 de julho. “Apostamos nesta parceria para oferecer uma ferramenta fácil e eficiente para ampliar as vendas e reforçar os caixas das empresas durante a pandemia”, destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Já a Visa, em sua plataforma de ofertas “Vai de Visa”, iniciou a campanha #compredopequeno. A ideia é unir pequenos estabelecimentos e permitir que consumidores tenham acesso a seus anúncios priorizando, por localização, os que são mais próximos às suas residências. O projeto tem apoio da Cielo.

Iniciativa de destaque, ainda, veio do Sport Club Internacional. O clube gaúcho criou o “Rede Solidária”, que permite que profissionais autônomos ofereçam seus produtos e serviços pela internet, conectado aos canais de comunicações do time. O foco, em especial, são aqueles que não têm carteira assinada. “É o caso de milhares de prestadores de serviço que podem estar com suas rendas mais escassas”, apontou o vice-presidente de marketing e mídia, Nelson Berny Pires. O Inter também criou o “Todos Presentes”, que permite que pequenos estabelecimentos gerenciem venda de cartões-presentes que poderão ser utilizados quando as pessoas retornarem às ruas.

Há também sites, como o “Pertinho de Casa” e o “Apoie o Pequeno”, que existem bem com esse objetivo. São iniciativas que inspiram, que apoiam e que, acima de tudo, evidenciam a importância da união no enfrentamento à crise.

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