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GERAÇÃO DE EMPREGOS. Município terminou 2019 com saldo positivo no CAGED

Montenegro fechou 2019 com o saldo de geração de empregos no positivo. É o que apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira, 24 de janeiro. De um lado, foram 6.734 trabalhadores desligados das empresas durante o ano; mas, de outro, 7.059 foram admitidos.

O saldo de 325 mostra uma recuperação na economia montenegrina na comparação com o primeiro semestre de 2019, quando o saldo era de apenas 17. Não é, porém, tão positivo quanto o indicador de 2018, quando, impulsionada pelas empresas de prestação de serviço, a geração de empregos no Município atingiu a marca (agora ajustada) de 1.121 – a maior da década. De um ano para outro, a redução é de 71%.

Ao contrário de 2018, o setor de Prestação de Serviços não foi tão bem em 2019. Fechou o ano demitindo mais que empregando, num índice de 71 negativo. O destaque principal do ano é a Construção Civil, que vem aquecendo aos poucos nos últimos anos a nível nacional. Em Montenegro, ela fecha com saldo positivo de 167 empregos gerados. São empresas locais contratando, não só para obras na cidade, mas também de fora.

Na sequência do ranking do Caged, vem o Comércio, com saldo de 91 impulsionado pela abertura de novas lojas, como as recém inauguradas Pernambucanas, A Mobília e Don Juan; além do já esperado impacto das contratações durante as festas de final de ano. Em terceiro na geração de empregos está o ramo Agropecuário, com 76 e, só então, a Indústria – notadamente, o principal setor econômico do Município – com saldo de 52.
Salienta-se que o Cadastro mostra a relação entre as demissões e as admissões; e que um saldo pequeno pode indicar que, apesar de não terem sido tantas as vagas abertas, houve uma boa manutenção dos postos de trabalho.

Todos ganham

O presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Caí (Codevarc), Alzir Bach, destaca que os indicadores do Caged são a melhor avaliação do desempenho da economia na região. “O desenvolvimento econômico só faz sentido se gera mais emprego e renda. Isto representa mais qualidade de vida, mais dinheiro em circulação, mais vendas no comércio, menos gastos com saúde, impacta na segurança pública e é mais comida na mesa e isto reflete na agricultura. Ativa toda a cadeia produtiva. Todos ganham”, diz Bach.

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