Engenheiro eletricista dá dicas preciosas para diminuir o consumo de energia elétrica

Luis Claudio da Silva Franco, engenheiro eletricista

Se o seu coração bate mais forte quando a conta da RGE chega na sua casa, então o Seu Bolso dessa semana é pra você. Afinal, a despesa com a energia elétrica está entre as principais preocupações financeiras dos brasileiros.

Muitos dos itens, hoje indispensáveis, do nosso dia a dia gastam luz e, para poupar, alguns cuidados podem ser úteis e fazer a diferença no final do mês, aos consumidores. Para isso, o Ibiá buscou o engenheiro eletricista Luis Claudio da Silva Franco, que deu algumas dicas preciosas de como economizar energia. Confira!

O QUE FAZER PARA GASTAR MENOS ENERGIA EM CASA

Use lâmpadas de led
Use lâmpadas de led – As lâmpadas incandescentes já não são mais vendidas no País. Entre as lâmpadas fluorescentes (aquelas brancas) e as de led, então, a segunda opção é o caminho para a economia na sua casa. Ambas até têm vida útil parecida – funcionam cerca de 10 mil horas, ao todo – mas as fluorescentes têm esse tempo cortado quase que pela metade, visto que, só no liga/desliga, já começam a perder qualidade e a “pretear” nas extremidades. E elas gastam mais energia no acender também, visto que precisam mais força para dar a partida e demoram um tempinho até clarearem por completo. Em todos estes sentidos, as led’s ficam em vantagem. Conforme Luis Claudio, a economia é de cerca de 10% com o uso delas, em comparação com as fluorescentes.

Não está usando? Então tire da tomada

A maior parte dos eletroeletrônicos da sua casa possui um sistema de “stand by”. Isso significa que eles têm uma placa que fica sempre ligada, esperando receber um comando para iniciar o aparelho. Alguns ficam com alguma “luzinha” indicando esse sistema; outros não. A dica, então, é sempre tirar itens como rádio, TV, receptor de sinal, ar condicionado e afins da tomada quando não se está usando, eliminando o consumo dessas placas “de espera”. Desligue, especialmente, se você for viajar e passar dias longe de casa, afinal, a prática também é uma questão de segurança. Assim, você acaba economizando um pouquinho em cada aparelho e, ao fim do mês, a diferença será sentida. Ah, carregador de celular só deve ficar na tomada quando, de fato, estiver carregando o aparelho.

Não gaste tempo no chuveiro
Não há muita opção para economia de luz no chuveiro. O jeito é cortar o tempo no banho. No calor, a dica é deixar a água desligada na hora de se ensaboar. No frio, isso já fica mais difícil, então a alternativa é ser rápido. Luis explica que, mesmo com o avanço das tecnologias, o chuveiro ainda consome muita luz. Isso porque recebe a água fria – na maioria das vezes, as caixas d’água ficam no telhado, o local mais gelado da residência – e precisa de potência para fazer o aquecimento.

Melhore o ambiente para aproveitar a luz natural
Usar melhor a luz do dia diminui o tempo em que as lâmpadas precisam estar acesas e, por tabela, diminui o gasto com a energia elétrica. O que fazer, para isso? Use cores claras para pintar o teto e as paredes, pois elas refletem a luz natural e deixam o ambiente ainda mais claro. Quem não abre mão das cores quentes pode separar uma parede só para elas e usar as claras nas demais. Pendurar espelhos também ajuda neste sentido, aumentando a reflexão da iluminação. Se ainda der, claro, deixe sua casa com bastante janelas e aberturas para diminuir o uso da iluminação artificial.

Ajuste o ar condicionado na temperatura ideal
O Rio Grande do Sul tem climas extremos e, principalmente no calorão do Verão, o ar condicionado tornou-se um item quase indispensável. Os modelos mais recentes já não gastam tanta energia elétrica como aqueles aparelhos grandões usados no passado, mas, mesmo hoje, dá pra segurar o consumo ao selecionar a temperatura correta no aparelho. Em um dia de calor de 40 graus, por exemplo, de nada adianta ajustar o ar em 18 graus. O eletrodoméstico vai operar em plena carga e nunca vai conseguir com que a temperatura do ambiente fique nestes 18 visados. Com isso, ele não encerrará o ciclo, mas seguirá consumindo o potencial total de energia na tentativa de completá-lo. O ajuste ideal do ar condicionado, diante disso, é nos 24 graus (cerca de 10 graus abaixo da temperatura corporal do ser humano). E outra dica: não deixe que sua casa pegue sol do meio dia em diante. Isso vai garantir um clima mais agradável em seu interior.

Preste bem atenção na sua geladeira
O engenheiro eletricista aponta que a primeira ação a ser tomada para economizar no consumo da geladeira é deixar de colocar alimentos quentes dentro do eletrodoméstico. “Para tudo o que está quente lá dentro, a geladeira terá que gerar frio, o que vai consumindo luz”, aponta. Abrir ela para ficar vendo o que tem lá dentro também gera a perda do frio interno e demanda mais energia para que ele seja reposto. Não sabe se deixa o aparelho na potência mínima ou máxima? Atente ao que é colocado para refrigerar e a quantidade de vezes ao dia que a geladeira é aberta. Residência com muita gente e que fica bastante tempo pela casa costuma precisar de potência maior. Deixar a geladeira perto de um fogão ou em local em que ela pegue muito sol também não é bom. Isso acaba dificultando a troca de calor necessária e demandando ainda mais energia para que o processo aconteça.

Tudo começa na instalação, então escolha bem
Vai instalar algum equipamento novo em sua casa, que demande algum ajuste na fiação? Então procure um profissional preparado para isso. O valor que você economizará nessa contratação feita “barateada” pode acarretar num gasto extra de energia que seguirá pelo resto da sua vida. Decisões como a da escolha do cabo e do uso de emendas podem aumentar o consumo de luz e ainda trazer riscos para a residência. Nesses casos, não dá pra trocar o certo pelo duvidoso.

Pode investir mais?
A utilização da energia solar é uma opção de menor impacto ao meio ambiente e que vai refletir em uma boa economia na luz. Mas é preciso um valor considerável de investimento para construir a estrutura e preparar a casa para receber a novidade. O retorno desse valor empregado até que essa economia seja sentida, mesmo, deve ser verificado só a partir do quinto ou do sexto ano da instalação.

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