Comprar e ganhar dinheiro tem atraído muita gente para a nova modalidade

Operações com a modalidade de Cashback têm se popularizado no Brasil

Daniel Cavagnari, professor e coordenador do curso de Gestão Financeira da Uninter

Já pensou em fazer uma compra e, após o pagamento, receber parte do dinheiro de volta? Pois essa é a lógica dos sites e aplicativos de Cashback que, amplamente conhecidos pelo mundo, só agora que estão se popularizando no Brasil.

É como o acúmulo de milhas das companhias aéreas ou os programas de pontos dos cartões de crédito, que são revertidos em produtos. A diferença é que, aqui, por cada compra você recebe o “Cash” (dinheiro, em inglês) “back” (de volta).

Nessas transações, são empresas especializadas que oferecem a modalidade. Quase como funcionam as “bandeiras” dos cartões. Dentre as mais populares aqui no País estão a Ame, a Mélius e a Beblue. A primeira atende, por exemplo, as Lojas Americanas, ofertando até 15% do valor da compra de volta ao cliente em alguns produtos.

O cliente precisa ter uma conta registrada na empresa gerenciadora para receber esse valor. Aí é só comprar pelo site e, nas formas de pagamento, ao invés de escolher o boleto bancário ou o cartão, optar pelo Cashback.

Quer saber qual a vantagem dos empresários ao sair dando dinheiro para cada comprador? Para o coordenador do curso de Gestão Financeira da Uninter, Daniel Cavagnari, a resposta está na fidelização. “A pessoa fica com aquilo de querer voltar a comprar naquela loja onde eles devolvem o dinheiro”, avalia.

Cavagnari coloca que o alcance divulgação da marca proveniente de sua inscrição na modalidade de pagamento cobre o custo do percentual retornado ao cliente; e também limita a necessidade de anúncios em outras plataformas. É uma vantagem para quem vende pela internet e está vendo a concorrência aumentar exponencialmente com a popularização do e-commerce.

Na internet, empresas gerenciadoras de cashback têm se multiplicado com a popularização da iniciativa

Como o cashback funciona?
Nas lojas virtuais, onde ele é mais popular, é preciso que o cliente tenha um cadastro em alguma das empresas que gerenciam o Cashback. Elas têm um leque de lojas que atendem e que as aceitam como forma de pagamento, então é importante pesquisar antes se a loja onde você quer comprar utiliza a modalidade e a empresa gerenciadora.

Feito isso, você pode comprar e a empresa vai aparecer como uma das formas de pagamento disponíveis. Costuma demorar um tempinho até que a compra seja analisada e o retorno do dinheiro seja liberado. Quando isso ocorrer, ele vai aparecer na sua conta cadastrada na empresa gerenciadora do Cashback.
Aí vai depender de qual delas você escolheu. Têm as que oferecem a possibilidade de transferir o valor direto para a sua conta bancária; têm as que permitem que você gaste o dinheiro em qualquer uma das lojas que eles atendem; e têm as que limitam a compra com o valor devolvido somente à empresa da compra original. É importante ter isso bem esclarecido para que o cliente possa optar pelo que for mais vantajoso.

Outra coisa para prestar atenção são as regras de cada programa de Cashback. Cada um tem o seu e é preciso estar ciente se existe valor mínimo de resgate, da quantidade de lojas parceiras e se existe prazo de expiração dos valores desembolsados. Em algumas, tem.

Nada impede, ainda, que lojas físicas também entrem nessa onda. Aí é preciso que ela tenham maquininhas específicas que realizem a operação. Não deixa de ser vantajoso.

É seguro?
Em tempos em que tudo é uma janela para possíveis golpes, não é incomum que muitas pessoas duvidem da efetividade do Cashback. Mas a lógica é verdadeira. As lojas pagam essas empresas gerenciadoras para divulgarem suas marcas e o valor repassado ao cliente nada mais é do que um percentual desse pagamento. Todos ganham com a divulgação da marca.

Professor da Uninter, Daniel Cavagnari avalia que uma possibilidade de golpe seria a criação de um site falso passando-se por empresa de Cashback para roubar dados e dinheiro dos consumidores. Mas isso é facilmente contornável.

Cavagnari coloca que a segurança do site pode ser verificada no próprio navegador da internet; e que uma rápida pesquisa no Google pode mostrar se determinada empresa tem ou não alguma restrição no mercado. É saber se ela é real e se arca com o compromisso da divulgação do dinheiro.

De qualquer forma, para quem não quer trocar o certo pelo duvidoso, a dica é ir primeiramente ao site da loja em que você quer comprar e verificar qual gerenciadora é aceita na modalidade. “Dentro da loja, ela já te oferece. Aí é garantido”, explica o professor. Ele acrescenta que, caso a empresa cobre por taxas ou mensalidades, aí elas já não se enquadram no conceito do Cashback. Não entre nessa. Do mais, boas compras!

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