ARTE: TECNOGRAMA

Novidade lançada pelo Banco Central passa a valer em novembro

O Brasil terá um novo sistema de pagamentos instantâneos ao alcance da maioria das pessoas. Batizado pelo Banco Central como PIX, a novidade deve entrar em operação plena no dia 16 de novembro e é esperada com expectativas. Em linhas gerais, vai permitir que a transferência de dinheiro entre instituições financeiras – entre pessoas, empresas, pessoas e empresas e até com o governo – ocorra quase que em tempo real, em apenas dez segundos.

“As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores”, informou o Banco Central, ao apresentar a novidade.

Hoje, por exemplo, se você for transferir um valor do Bradesco para o Itaú, a comunicação entre os bancos precisa ocorrer por meio do Sistema de Pagamentos Brasileiro até que se dê o pagamento. As opções, aí, são o DOC, com a entrada do dinheiro no dia útil seguinte; ou o TED, que leva até uma hora para o processamento, mas só funciona das 8h30min às 17h dos dias úteis. O Pix e seus dez segundos de intervalo vão funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana.

O Banco Central colocou que a funcionalidade é obrigatória para todos os bancos com mais de 500 mil contas ativas – a maioria deles e, justamente, os mais usados. As demais instituições financeiras podem solicitar a adesão, também.

Para usar o PIX, basta que pagador e recebedor tenham conta em uma dessas instituições (e não precisa nem ser conta corrente). As transferências não demandam muitos dados, como número de agência, de conta e afins. Direto no aplicativo da financeira em que o usuário é cliente, elas podem ocorrer através de QR Codes (muito útil para pagar alguma compra em loja, por exemplo) ou informando CPF/CNPJ ou número de telefone do recebedor. O PIX puxará automaticamente os dados bancários no sistema do Banco Central e fará a transação.

Não é de graça, mas é barato. As instituições financeiras vão pagar R$ 0,01 a cada dez pagamentos com o PIX. É um valor baixo; e cada uma deve ter liberdade para, com isso, precificar a taxa que será cobrada de seu cliente pela utilização da funcionalidade. A tendência é que seja bem mais barato que um TED que, em média, custa entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

São esperadas algumas transformações. Embora no Brasil sempre exista um tempo considerável para que as novidades “peguem”, no longo prazo, a existência do PIX é vista por analistas do sistema financeiro como o efetivo fim dos pagamentos via boleto e por cartão de débito.

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