Pâmela, Ezequiel e Maria Luiza fazem parte do coletivo e sonham em uma economia mais justa e igualitária

Grupo busca uma nova forma de gerar renda e integrar grupos vulneráveis no mercado de trabalho

O grupo de economia solidária do Espaço Comunitário Vale do Caí participou, no último final de semana, da 26ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), em Santa Maria, considerada a maior feira de economia solidária da América Latina. O evento contou com mais de mil expositores. O objetivo, além das compras, é formar as pessoas em uma consciência a respeito da economia solidária.

Kimonos que estão em produção no Espaço Comunitário

O empreendimento do Espaço Comunitário está na ativa há um mês e meio está ligado à Rede de Economia Solidária e Feminista, com o apoio também da Rede Industrial de Confecção Solidária (RICS). Na Feicoop integrantes do grupo levaram roupas produzidas aqui e participaram de um desfile para mostrar a sua produção. “Foi uma grande oportunidade que a gente teve, porque levar uma coisa que a gente fez e poder mostrar para uma feira enorme e conhecer outras pessoas foi incrível. Eu acho que poucos vão ter a oportunidade que nós tivemos”, diz Maria Luiza. Ela desfilou com os looks, e garante que a feira trouxe muito aprendizado para todos.

Segundo o coordenador do Espaço Comunitário Vale do Caí e integrante do coletivo, Ezequiel Souza, o empreendimento surgiu a partir de uma demanda para trabalhar grupos que não encontram muito espaço no mercado de trabalho formal. “A idéia deste coletivo é poder trabalhar com mulheres e com a comunidade LGBT, porque a gente compreende que este é o público mais vulnerável no mercado de trabalho”, fala Ezequiel.

Coletivo participando da 26ª Feicoop. Foto: Arquivo Pessoal

Com quatro máquinas de costuras, uma mesa de modelagem de corte e muita força de vontade, eles já estão com cinco kimonos produzidos e três bolsas ecobags. De acordo com Ezequiel, o objetivo agora é triplicar essa produção. Pâmela Flores faz parte da liderança do coletivo, e conta que nem todos no grupo tinham noções de costura. “Temos vários integrantes que aprenderam desde o início aqui, e nós temos uma formação. Não é só quem já sabe costurar que pode participar. As pessoas precisam buscar uma oportunidade para gerar renda e ter um trabalho que seja prazeroso, e estamos aqui para isso”.

O coletivo de economia solidária está de portas abertas para que mulheres e a comunidade LGBT participem, para isso basta ir em um encontro do grupo, que ocorre todas as segundas-feiras, a partir das 14h no Espaço Comunitário Vale do Caí, ou entrar em contato pelo número: (51) 998757348.

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